Consórcio milho safrinha com braquiária

Implementação de forrageiras na cultura de sucessão soja e milho safrinha proporciona benefícios aos produtores.

Nivea Schunk
Forrageiras

Em 1998, a Embrapa Agropecuária Oeste, no Mato Grosso do Sul, identificou a dificuldade de manutenção de braquiária na superfície do solo como um dos principais problemas na sucessão soja e milho safrinha em Plantio Direto.

Para o analista da empresa, Gessi Ceccon, havia a necessidade de desenvolver uma técnica que não alterasse muito a rotina do agricultor na produção de grãos.

— A braquiária no meio do milho era considerada planta daninha. Então pensamos em  introduzir a espécie produtora de palha no espaço intercalar entre as linhas da cultura da soja e do milho, respectivamente de 45 e 90 centímetros — explica ele.

Iniciadas em 2005, as avaliações das safras contemplaram municípios do centro sul do Estado com características climáticas bastante diversas. Por meio de semeadura manual, foram utilizados discos de sorgo para introduzir sementes com uma determinada capacidade geradora nas entrelinhas do milho.

Mesmo havendo variações, os resultados demonstraram que a implantação do consórcio é extremamente positiva. O incremento da pastagem perene proporciona crescimento de raízes, melhorando o solo para as outras culturas. No entanto, o ciclo da soja, durante o período de chuvas escassas, é o maior beneficiado. 

Segundo Ceccon, o cultivo de forrageiras é um investimento seguro para os produtores. Atualmente, além de ocupar cerca de 20 mil hectares no Mato Grosso do Sul, a tecnologia já está estabelecida do norte ao noroeste do Paraná, atingindo 17 mil hectares.