A ação de predadores e parasitóides, controlados através de processos químicos e pelo uso de microrganismos (vírus, bactérias e fungos), podem ser benéficos no controle biológicos das pragas da soja. Os diversos inimigos naturais das pragas na cultura da soja são os predadores e os parasitóides.
Os predadores necessitam de mais de uma presa para completar seu ciclo. Os hemípteros e coleópteros são os principais predadores encontrados na cultura. Os hemípteros alimentam-se de ovos, lagartas pequenas ou pequenas ninfas de percevejos. Os mais importantes medem menos de cinco milímetros como o Orius sp. (Anthocoridae) ou até 10 milímetros como o Podius sp. (Pentatomidae). Destacam-se entre os coleópteros as espécies Carabidae como Callida spp., Lebia concinna e Calosoma granulatum que são encontrados com maior frequência.
Entre os parasitóides, as espécies mais comuns são Diptera e Hymenoptera. A oviposição das fêmeas adultas são diretamente nos ovos, sobre formas jovens (lagartas ou nifas) ou sobre adultos das pragas de soja. As larvas dos parasitóides se alimentam dos tecidos internos do hospedeiro, mas sem causar a sua morte imediata para completarem o seu ciclo biológico. A fase de pupa pode ocorrer no interior do hospedeiro, ou então, a larva já desenvolvida sai do corpo do hospedeiro para se transformar em pupa fora dele. O hospedeiro morre durante esse processo ou após a emergência do parasita adulto, reiniciando assim o ciclo de parasitismo. Nas populações da lagarta da soja, os Microcharops que atacam as lagartas pequenas e o Patelloa similis que atacam as grandes.