Na década de setenta no Brasil, houve um aumento na importação de caprinos, favorecendo a introdução de novas doenças infecciosas no País como a artrite encefalite caprina (CAE). Considerada uma enfermidade incurável, crônica e degenerativa a CAE evolui lentamente e tem alta predominância nos rebanhos nacionais. Quando os reprodutores e matrizes são afetados, a CAE é responsável por grandes perdas econômicas. A retirada de produção dos animais de alto valor genético se torna desgastante para os produtores técnicos, o que ocasiona perda econômica e genética acarretando o potencial do animal em gerar descendentes.
Os sinais clínicos desta enfermidade são: artrite, pneumonia intersticial e emagrecimento progressivo. Por um longo período, o animal portador do vírus pode pode não apresentar nenhum sintoma, mantendo a sua fertilidade e libido como animais normais da mesma raça e idade.
Transmissão do Lentivírus Caprino
A Embrapa Caprinos estudou a transmissão do lentivírus caprino pela visão de vários autores que estudaram o assunto. A disseminação do LVC no rebanho é expressivo em reprodutores pelo fato do vírus estar presente no sêmen em estado infectante. Embora não tenha sido comprovada, a transmissão pela cópula ou inseminação artificial, há a possibilidade das fêmeas ter contato com o macho ou sêmen.
Testes sorológicos em rebanhos, onde foram implantados programas de melhoramento em raças nativas do Brasil e/ou SRD, foram realizados por estudiosos que verificaram maior índice da infecção do LVC nos rebanhos que haviam machos de raças leiteiras. As pesquisas, via germorplasma, para diagnosticar o risco de disseminação de enfermidades não foram totalmente elucidadas para as diversas enfermidades que afetam os caprinos. Com isso, verificou-se que as técnicas reprodutivas podem ser um veículo de disseminação quanto uma ferramenta de controle e prevenção de enfermidades, desde que o germoplasma seja inspecionado, avaliado e /ou tratado para garantir que seja inócuo.