O projeto para controle da cochonilha na roseta do café conilon, coordenado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), obteve resultados positivos com a observação do comportamento da praga frente à aplicação de defensivos químicos disponíveis no mercado.
Em parceria com a Embrapa Café e a Epamig, nos últimos 12 anos, os experimentos se concentraram no norte do Espírito Santo. Pulverizações de plantas com idades entre dois e oito anos contemplaram diversas formas de manipulação. O pesquisador Maurício Fornazier, revela que o intuito era reduzir rapidamente os prejuízos causados pela infestação das lavouras.
— Para ter resultados mais específicos, escolhemos áreas comprovadamente infestadas pela praga. Os processos de pulverização foram bastante variados, desde imunizações no chão para diminuir o impacto ambiental até controle específico via tronco — explica Fornazier.
O aprimoramento das técnicas permitiu a redução das intervenções químicas nos cafezais para apenas uma vez ao ano. Comparadas às plantações de café não tratadas, o aumento da produtividade é de cerca de 400%. O custo do procedimento por hectare oscila entre R$ 40 e R$ 100.
— Ao proporcionar alta lucratividade com baixo investimento aos produtores, cumprimos a proposta de rapidez no controle — afirma.
Atualmente, os trabalhos estão voltados para a imunização do café por meio de extratos vegetais e produtos oriundos de organismos naturais. A mais promissora, no entanto, é a avaliação da Beauveria bassiana, fungo selecionado com muito sucesso.
Ao que tudo indica, a liberação da tecnologia é uma questão de tempo. O enfoque é adequar o manejo do novo modelo de controle biológico. A definição de épocas do ano e quantidade de doses ideais para o tratamento da planta devem ser publicadas nos próximos anos.