O Brasil é o maior produtor de mamão do mundo, com destaque para o Nordeste, onde situa-se a maior área plantada deste fruto no País. Em algumas regiões do Ceará, porém, o mamoeiro tem assumido caráter itinerante, possivelmente pela ocorrência de doenças que inviabilizam seu cultivo econômico. Em busca do controle das doenças do mamão, a Embrapa Agroindústria Tropical mostra que a medida mais adequada é a prevenção.
Entre as principais doenças, encontra-se a podridão-da-haste, causada pelo Lasiodiplodia theobromae, fungo que tem capacidade de aniquilar todo um pomar de mamoeiro.
Embora o agente possa infectar outros órgãos, a lesão do patógeno no caule é a mais destrutiva. Com o progresso da doença, a mancha encharcada inicial dá lugar a uma lesão cancróide de onde pode ocorrer exsudação de látex. Sob as condições predisponentes de umidade e temperatura elevadas, a lesão evolui para uma podridão úmida que aprofunda e, ao mesmo tempo, circunda o caule, podendo fazê-lo tombar.
Segundo pesquisadores, deve-se, também, consultar especialistas porque os sintomas podem mascarar outras doenças, como a podridão-defitóftora, ou a virose conhecida por amarelo-letal. O pomar e as áreas próximas precisam, ainda, ser inspecionados sistematicamente, havendo recomendações curativas para casos detectados em estágios iniciais.
Lesões avançadas, profundas, são difíceis de serem tratadas porque sua remoção põe em risco a estabilidade da planta, principalmente se essa estiver em fase de frutificação, uma vez que, perdendo parte de seu tecido pela cirurgia, o caule pode não suportar o peso dos frutos e tombar.
Para evitar a doença, a Embrapa recomenda a exclusão, impedindo a entrada do patógeno na área, ou pela erradicação, removendo-o das plantas por meio de cirurgia no início do ataque.