Controle da Traça-da-Castanha com Produtos à Base de Óleos Essenciais e Hidrolatos

Produtos à base de óleos essenciais e hidrolatos tiveram bons resultados no combate à traça-da-castanha

Rosália Silva
Fruticultura

Dentre as principais pragas do cajueiro que o produtor enfrenta no Nordeste brasileiro está a traça-da-castanha (Anacampsis phytomiella). Para combater o problema, um experimento avaliou o efeito de produtos à base de óleos essenciais e hidrolatos em comparação a outros inseticidas comerciais. A pesquisa foi realizada pelos engenheiros agronômos Antonio Lindemberg Martins Mesquita, Vitor Hugo de Oliveira, Raimundo Braga Sobrinho, Waleska Martins Eloi, Renato Innecco e Sergio Horta Matos.

Escolhida uma área de cajueiro-anão precoce CCP 09, com quatro anos de idade, no município de Beberibe (CE), foram observados seis tratamentos, a base de: Insetnat (10 ml/L) - a partir de óleos essenciais de alecrim-pimenta, com timol e capim-citronela; Hidronat (40 mL/L) - mistura dos hidrolatos das duas plantas citadas; outros dois com os inseticidas químicos Sumithion 500 CE (1,5mL/L) e Decis 25 CE (1mL/L); além da testemunha (não pulverizada) e de um preparado com água de fumo (nicotina).

A testemunha e a água de fumo se mostraram muito parecidos, apresentando percentuais de castanhas furadas praticamente iguais. Diferente dos efeitos verificados na aplicação dos produtos Sumithion, Hidronat, Insetnat e Decis, que tiveram número menor de amêndoa destruída pela "traça".

A partir desses resultados, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a calda de água de fumo é ineficaz para o controle da traça-da-castanha. Ao contrário dos produtos Insetnat e Hidronat, que à semelhança dos inseticidas Sumithion e Decis, são altamente eficazes no controle dessa praga quando aplicados, semanalmente, a partir da castanha com 1 cm de comprimento.

Com o resultado, por serem produtos naturais, a pesquisa incentiva a utilização de Insetnat e de Hidronat, mesmo para módulos de produção orgânica de caju e de agricultura familiar.  Para saber mais sobre esse tratamento desenvolvido pela Embrapa Agroindústria Tropical, Faculdade de Tecnologia (Centec) e Universidade Federal do Ceará (UFC), acesse o trabalho original em anexo.