Controle das principais doenças do pimentão cultivado nas regiões serranas do Estado do Ceará

Antracnose, murcha-de-fitóftora e pústula bacteriana são as principais doenças do cultivo de pimentões nas serras do Ceará

Rosália Silva
Doenças

A Serra da Ibiapaba é a maior região produtora de pimentão no Ceará, cultivada especialmente por pequenos produtores em campo aberto. Para o controle das principais doenças que atingem esta hortaliça nas regiões serranas do Estado, a Embrapa Agroindústria Tropical divulgou as recomendações que os produtores devem seguir. 

A maioria dos relatos de antracnose (Colletotrichum spp.) em pimentões no Brasil advém de um fungo que afeta principalmente os frutos e é disseminado pela água da chuva, pelo vento, e pode ser transmitido por sementes, além de sobreviver em restos culturais e em outras hospedeiras da família.

Já a murcha-de-fitóftora (Phytophthora spp.) pode ser causada por três espécies de pseudofungos, que em geral são agressivos e de difícil controle.  O patógeno é disseminado através do escoamento de água, mudas e pelo solo contaminado aderidos aos implementos agrícolas, que pode afetar a planta em todos os estágios de desenvolvimento, ocasionando uma podridão úmida no colo e raízes.

E a pústula ou mancha-bacteriana (Xanthomonas sp.) é a mais importante bacteriose do pimentão em regiões úmidas. A disseminação se dá pela água de chuva ou irrigação, por partículas de solo carregadas pelos ventos, e por mudas infectadas. A bactéria pode atacar qualquer órgão aéreo da planta, em qualquer estágio de desenvolvimento.

Para as três doenças, a Embrapa recomenda ao produtor algumas medidas preventivas, como boas sementes, uso de genótipos (híbridos ou cultivares) que sejam tolerantes ou resistentes, análises do solo e adubação conforme as recomendações da análise, cuidados com a irrigação, remoção dos frutos afetados e rotação de culturas quando necessário.

Existem cerca de 60 tipos entre híbridos e cultivares de pimentões cuja produção e consumo têm crescido no Ceará.  E, por isso, o manejo e o controle são medidas que contribuem para a sanidade e minimizam os custos de produção, assegurando a qualidade comercial dos frutos.