Controle de parasitas de ruminantes

Extratos de plantas estão em avaliação quanto ao tratamento de doenças

Breno Fonseca
Doenças

Com a resistência dos parasitas à maioria dos produtos utilizados para o controle de carrapatos, vermes e moscas, a “Pesquisa de fitoterápicos para controle de parasitas de ruminantes” tem por objetivo verificar se as plantas oferecem extratos eficazes no tratamento de doenças. Através de várias unidades da Embrapa e de outras instituições, a pesquisadora Ana Carolina de Souza Chagas faz um levantamento das espécies que possuem histórico de ação antiparasitária.

Segundo Ana Carolina, os criadores já têm utilizado plantas em seu cotidiano e na parasitologia veterinária. Porém, é necessária a verificação em laboratório se elas exercem algum tipo de efeito. Atualmente, estão sendo estudadas 12 espécies de plantas e suas substâncias. Nas próximas fases do trabalho, os extratos serão avaliados quanto à toxicidade sobre as cobaias e, no campo, sobre bovinos, caprinos e outros representantes de ruminantes. São coletadas as fezes dos animais, separados os ovos dos parasitas e uma bateria de testes já padronizados são feitos para examinar se as larvas eclodem ou se o extrato da planta diminui a fertilidade do carrapato.

— A gente pensa em observar as substâncias que são mais ativas e verificar a possibilidade de síntese dessa substância, o que facilita um controle de qualidade melhor e também da estabilidade dessa molécula – destaca Ana Carolina, completando que o extrato não pode ser muito sensível à luz, à ação da chuva ou ao uso de tecnologias, como a nanotecnologia e o encapsulamento.

Extratos de plantas são testados para diminuir a fertilidade de carrapatos

A pesquisadora conta que muitos produtores buscam fitoterápicos para o controle de parasitas. No entanto, não é recomendável o uso de qualquer tipo de planta sem um estudo prévio, já que os extratos podem ter efeitos tóxicos sobre os animais. Ao experimentar carrapaticidas, vermífugos e outros produtos, o criador deve tratar apenas os indivíduos realmente doentes, com assistência veterinária adequada.