O colmo do milho possui função estrutural e atua também como órgão de reserva de carboidratos para o enchimento dos grãos, via processo de translocação. Dada sua importância, a Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas (MG) estuda fungos que podem causar a podridão de colmo, tais como Colletotrichum graminicola, Diplodia macrospora, Diplodia maydis, Fusarium graminearum, Fusarium moniliforme e Macrophomina phaseolina.
De acordo com a Embrapa Milho e Sorgo, não existe uma medida única recomendada para o controle das podridões de colmo em milho. Para se obter sucesso no manejo dessa doença, um conjunto de medidas é indicado e deve ser executado de forma integrada.
A primeira recomendação e talvez a mais importante, conforme a Embrapa Milho e Sorgo, é a escolha correta da cultivar. Nesse caso, deve ser dada preferência para híbridos que apresentem, além de alta produtividade, satisfatória resistência no colmo.
Resultados obtidos pela Embrapa Milho e Sorgo demonstram a existência de variabilidade quanto à resistência à podridão de colmo em genótipos de milho. Além disso, avaliações de genótipos para a resistência a patógenos de colmo têm sido implementadas pelo programa de melhoramento de milho da Empresa.
Outros critérios como adubação equilibrada, principalmente quanto à relação nitrogênio/potássio, manejo de irrigação, controle de pragas, de plantas daninhas e de doenças, densidade de plantas, época de plantio e colheita são de fundamental importância e devem ser
considerados em um programa de manejo das podridões de colmo na cultura do milho.
Recentemente, grande ênfase tem sido dada ao uso de fungicidas na cultura do milho para o manejo de doenças foliares. No entanto, existe pouca informação sobre a eficiência desses produtos sobre os patógenos causadores de podridão no colmo.
Resultados preliminares da Embrapa Milho e Sorgo têm demonstrado a existência de interação entre resistência genética e aplicação de fungicidas no controle das podridões.
Genótipos que apresentam elevada suscetibilidade apresentam redução relativamente pequena da percentagem de colmos podres, quando submetidos à aplicação de fungicidas, em comparação com genótipos considerados mais resistentes submetidos à mesma aplicação.
No entanto, ainda existem dúvidas se os efeitos positivos do uso de fungicidas se devem à sua ação direta sobre os patógenos no colmo ou são reflexos do controle de doenças foliares, preservando a capacidade fotossintética das plantas.