
A lagarta do cartucho é uma importante praga que ataca o milho e mais de 60 outras culturas. O dano causado é bastante expressivo, podendo proporcionar a perda de até 52% da produção total. No Brasil, são plantados anualmente cerca de 12 milhões de hectares de milho, onde são gastos de U$500 a U$600 milhões com o controle de pragas utilizando inseticidas químicos. Além do alto custo, inseticidas químicos são extremamente tóxicos, podendo agredir a saúde do aplicador por intoxicação e também gerando danos significativos ao meio ambiente.
A toxina Bt é um cristal protéico de origem bacteriana que vem apresentando resultados otimistas. O custo do princípio ativo por hectare pode variar de alguns centavos a R$35,00, sendo assim significativamente mais barato que outros métodos de controle de pragas. Além do baixo custo, a pulverização é feita utilizando o mesmo maquinário de aplicação de inseticidas químicos, sendo desnecessária a aquisição de novos equipamentos. A aplicação da toxina deve ser feita pela pulverização das folhas uma semana após a germinação das sementes ou a partir do momento que a planta começar a apresentar sintomas de infestação. Deve ser evitada a aplicação em dias ensolarados, pois assim pode ser reduzido o poder de ação do biopesticida, sendo ideal a aplicação após as 16 horas. A intoxicação da lagarta ocorre pela ingestão da toxina na folha. O produto apresenta ação no intestino da lagarta, causando a paralisia digestiva logo após a ingestão.
Outra vantagem da aplicação do Bt é a especificidade da toxina, atingindo apenas o inseto alvo e não apresentando nenhuma interferência nos demais insetos locais e nenhum dano à saúde humana. A mortalidade gerada pela aplicação de Bt é em média 90%. Portanto a utilização de controle biológico é de extremo interesse do produtor e também meio ambiente.

Ataque inicial da lagarta do cartucho, S. frugiperda, em planta de milho, onde se observam pequenas raspaduras da folha de milho pelo inseto.