Controle de pragas no armazenamento do milho

Adotar corretamente as práticas de colheita, limpeza, secagem, combate a insetos e prevenção de fungos irá conferir características positivas ao produto sem perdas significativas da qualidade

Redação
Armazenagem

Pesquisas no segmento da colheita e armazenagem são muito importantes para a conservação de grãos obtidos pelos agricultores. É fundamental que a qualidade dos grãos seja preservada, mantendo-os sadios, limpos e livres de resíduos de agrotóxicos, utilizados para combater as pragas que sempre atacam os grãos armazenados.

Sabe-se que um lote de grãos armazenados é um material sujeito às transformações, deteriorações e perdas devido a interações entre os fenômenos físicos, químicos e biológicos. Exercem grande influência nesse ambiente os fatores temperatura, umidade, disponibilidade de oxigênio, microorganismos, insetos, roedores e pássaros.

De acordo com a Embrapa Milho e Sorgo,o bom controle de pragas irá conferir características positivas ao produto e a possibilidade de serem armazenados por longo período de tempo, sem perdas significativas da qualidade. Para tanto, é preciso se adotar corretamente práticas de colheita, limpeza, secagem, combate a insetos e prevenção de fungos.

O cuidado dispensado à armazenagem deve ser dado tanto nos grãos para consumo humano quanto na forma de silagem da planta inteira triturada, especialmente para alimentação de ruminantes produtores de leite e carne, ou para a armazenagem na forma de silagem de grãos úmidos. Especialmente visando à alimentação de suínos, bem como na armazenagem de grãos secos, seja a granel ou em espiga, para serem usados na alimentação animal, de modo geral.

Por exemplo, os silos metálicos de porte pequeno e médio, que possibilitam aos produtores de suínos e aves armazenar milho a granel propriedades, permitem guardar o milho colhido com 14 a 15% de umidade, completar a secagem com aeração natural e fazer o expurgo após os silos terem sido carregados.

O expurgo com fosfina pode ser feito na dose de duas pastilhas (três gramas) por toneladas ou por um metro cúbico a temperatura superior a 25ºC. Trata-se de um método de comprovada eficiência para se controlar os insetos no milho armazenado a granel. Vale observar que a duração do tempo de exposição para expurgo com fosfina com esse método é de cinco dias.

Contudo, embora seja um modo eficiente e barato, o expurgo deve ser praticado somente por pessoas habilitadas, em ambientes herméticos, para não ocorrer escapamento de gás durante a operação.

Um aspecto complementar é o monitoramento do armazenamento por amostragem através de diversos tipos de armadilhas para detectar a presença de insetos e o estabelecimento de margens seguras para controle de infestação ao longo do período. Além disso, nessa forma de acompanhamento, deve-se atentar para o registro da ocorrência de condições ambientais que influenciem na movimentação dos insetos, afetando essa forma de amostragem. Portanto, a amostragem é o ponto crítico de qualquer programa de monitoramento, visando um controle de pragas em grãos armazenados.

Para saber mais sobre como controlar pragas no armazenamento como o gorgulho ou caruncho, Sitophilus zeamais, e a traça-doscereais, Sitotroga cerearella, acesso o arquivo em anexo. Nesse mesmo arquivo, você também encontrará recomendações para o armazenamento de milho em espiga com palha, utilizando paióis e as tecnologias mais recentes para conservação de grãos, apropriadas a pequenos e médios produtores, a fim de evitar danos por ataque de insetos e roedores.

O ataque de pragas e fungos no produto armazenado interfere na perda de peso dos grãos, no padrão comercial dos grãos de milho, na redução da qualidade por contaminação na massa de grãos, na perda do poder germinativo e do vigor das sementes e na diminuição do valor nutritivo dos grãos armazenados, destinados à alimentação animal.