Controle de surtos de tristeza parasitária bovina

Em circular técnica, pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul Ana Maria Sacco discute controle de surtos de Tristeza Parasitária Bovina apresentando formas de tratamento e de imunização de animais.

Redação
Doenças

Em circular técnica, a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul Ana Maria Sastre Sacco discute o controle de surtos de tristeza parasitária bovina (TPB), apresentando formas de tratamento e de imunização de animais e o controle químico de carrapatos e moscas. Ainda no documento, é destacado o modelo epidemiológico clássico de TPB, considerando o inter-relacionamento entre os agentes causadores, vetores, meio ambiente e hospedeiros.

Na pesquisa, são levados em conta a biologia, a distribuição e a dinâmica dos vetores; a interação entre vetores e hospedeiros; a taxa de infecção dos vetores no campo; a taxa de inoculação nos bovinos; a taxa de infecção dos bovinos; a composição genética do rebanho; a idade dos animais afetados; métodos de controle dos vetores; alterações no manejo dos campos e dos rebanhos; e dados climáticos.

Sabe-se que os agentes causadores da TPB são dois protozoários (Babesia bovis e Babesia bigemina) e uma rickettsia (Anaplasma marginale), sendo que a doença pode ser causada por um, dois ou os três agentes juntos. As babesias são transmitidas aos bovinos única e exclusivamente pelo carrapato Boophilus microplus. Já o anaplasma é transmitido não só pelo carrapato, mas também por insetos hematófagos, como moscas mosquitos e mutucas. Como o principal agente transmissor é o carrapato, a intensidade de sua presença no meio ambiente está intimamente relacionada ao aparecimento e gravidade da doença.