Controle químico das doenças da soja – cuidado com as cultivares

É necessário redobrar a atenção com as cultivares mais sensíveis, as de ciclo longo e as plantadas no início de novembro, pois elas podem precisar de duas ou mais aplicações.

Margareth Santos
Manejo

Cuidados importantes para as cultivares

As cultivares mais sensíveis, de ciclo longo e cultivares plantadas no início de novembro, necessitam de atenção redobrada, pois pode se fazer necessário duas ou mais aplicações.
Para as cultivares mais tolerantes, cultivares de ciclo longo e cultivares plantadas em outubro, existe a possibilidade de controlar a ferrugem com uma única aplicação, desde que o surgimento da doença ocorra a partir do estágio R4 – considerando toda a macrorregião de cultivo – e as condições climáticas não favoreçam a progressão da ferrugem.
Assim sendo, recomenda-se, impreterivelmente, realizar a aplicação em R4, caso não tenha sido registrado anteriormente nenhum foco de ferrugem na macro-região, utilizando misturas de triazóis mais estrobirulinas. A aplicação visa também o controle das doenças de final de ciclo – crestamento de cercospora (Cercospora kikuchii) e septoriose (Septoria glycines) –, cujo controle não deve ser esquecido, já que podem provocar perdas de até 20% na produtividade final.

Tratando os casos de mancha-alvo e antracnose

Nas ocorrências de mancha-alvo e antracnose, bons resultados de controle foram obtidos com baterias de aplicações de benzimidazóis iniciadas próximas ao florescimento das plantas, sobretudo se as condições climáticas na ocasião estiverem favoráveis a estas doenças, ou seja, com dias nublados, alta precipitação e temperaturas em torno dos 28–30ºC.
Para o controle da antracnose podem ser utilizadas aplicações de produtos formulados com estrobirulinas e triazóis, desde que próximas ao florescimento, e caso haja também a presença de ferrugem na região. No entanto, se o objetivo for também o controle da mancha-alvo, é indispensável a adição do benzimidazol fortalecendo uma mistura tripla.