3- Controle químico: O controle de caracóis em pulverização de área total com inseticidas não tem apresentando bons resultados. Para suprir os danos causados pelos caracóis na cultura do milho, pulverizações de metomil em mistura com sal de cozinha ou uréia vinham sendo utilizadas. Porém, a eficiência deste tratamento era menor que 50%, tornando-se inviável pelo fato do aumento da infestação em determinadas áreas tornou-se inviável.
Segundo a Fundação MS, o recomendável é que aplicações de sulfato de cobre (0,5 quilos por hectare) sejam feitas nas lavouras que apresentarem controle abaixo de 50%. O pesquisador Ricardo Barros lembra que este procedimento deve ser feito no início do desenvolvimento das plantas, quando ocorre a fase mais crítica do ataque dos caracóis. Para ele, a eficácia deste tratamento tem proporcionado a diminuição temporária do dano da praga possibilitando às plântulas desenvolverem-se, além de escaparem dos danos causados pelos moluscos. Além de ser um produto altamente danoso aos equipamentos de pulverização, o produtor deve tomar o cuidado na utilização do sulfato de cobre, a fim de evitar fitotoxicidade à cultura e aumentos nos teores do solo a níveis tóxicos.
Quanto aos bons resultados, pesquisas da Fundação MS mostraram a eficácia na utilização de iscas tóxicas comerciais à base de metaldeído, na dosagem de dois a três quilos por hectare, quando distribuídas a lanço. Normalmente, para a aplicação destas iscas são utilizados enchimentos que tornam viável a sua distribuição.
Também é indicado, a utilização de fertilizantes com granulometria uniforme desde que seja aplicando uma quantidade da mistura suficiente para a distribuição a lanço (25 a 50 quilos por hectare).
Por último, outro método de controle químico é a pulverização noturna de soluções salinas à base de uréia, nitrato de amônia, cloreto de potássio, sulfato de amônia, entre outros. Utilizando-se entre 100 e 120 litros por hectare, as populações de caracóis em lavouras de plantio direto reduzem numa proporção média de 50 quilos de matéria prima por hectare. Para evitar problemas com, fitotoxicidade, vale lembrar que esta operação deve ser realizada antes da emergência das plantas de milho.
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