Corós da soja: controle da praga

O controle eficiente do coró da soja depende da aplicação de medidas integradas. É o que indica um artigo da Fundação MS, que apresenta os diferentes inseticidas utilizados no combate a essa praga.

Pedro Zuazo
Pragas

Para controlar o coró da soja, a Fundação MS recomenda, em artigo publicado, a aplicação de medidas integradas de controle. A primeira delas é o monitoramento da área, em trincheiras, para identificar as áreas problemáticas. Também é importante fazer a semeadura antecipada e evitar que as áreas vizinhas às reboleiras fiquem descobertas de vegetação. Outra medida essencial é evitar a rotação de culturas com milho nas áreas infestadas. Por fim, deve-se realizar aração profunda e gradagens do solo para expor as larvas à radiação solar e aos inimigos naturais.

De acordo com o artigo, o desenvolvimento das raízes pode ser prejudicado por camadas adensadas no solo, que também ocasionam os danos causados por corós. Algumas espécies vegetais podem ser usadas como alternativas para semeaduras em áreas infestadas, em rotaçaõ ou sucessão com a soja. Entre elas, estão Crotalaria juncea, C. spectabilis e algodão, que prejudicam o desenvolvimento das larvas de P. Cuyabana.

O controle químico de larvas, além de ter alto custo, é pouco eficiente em função do hábito subterrâneo do inseto, segundo a Fundação MS. Mesmo assim, pode ser uma medida paliativa para controle inicial se as larvas estiverem presentes no período da semeadura, pois contribui para a redução do problema no início do desenvolvimento da cultura. O tratamento pode ser feito com fipronil (37,5 g i.a./ha) ou (90 g i.a./ha). Qualquer medida que ajude no desenvolvimento das raízes, como adubações com cálcio, fósforo e  uso de citocinina com auxina, ocasionará o aumento da tolerância da planta aos insetos rizófagos.

A Fundação MS não recomenda que o produtor subtitua os sistemas de semeadura direta por técnicas de preparo do solo em função dos corós. A medida mais indicada é a rotação ou sucessão com culturas menos atacadas, como mamona, algodão e girassol, de forma que a praga diminua com a rotação e o tempo entre as safras. Áreas de pastagens ou locais de produção de sementes dessas gramíneas devem ser evitados para o cultivo da soja.