Correção de fertilidade para pastagens produtivas

Técnica auxilia na recuperação e aumento do material orgânico do solo, além de ajudar a torná-lo mais estruturado e permeável à água

Kamila Pitombeira
Nutrição Animal

Um dos segredos para obter uma boa pastagem é realizar sempre a análise e correção da fertilidade do solo. Esse tema foi abordado no Curso de Produção Intensiva de Pastagem para Bovinos de Corte, que aconteceu no dia 5 de abril, em São Carlos (SP). De acordo com Alberto Bernardi, pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, o processo se inicia com a amostragem do solo.

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– Esse solo deve ser posto em um ambiente adequado, como um saco limpo, e enviado para o laboratório. No laboratório, será iniciada a análise química. A partir dessa análise, são feitas as interpretações dos resultados e, depois disso, a recomendação de correção de solo ou de adubação – explica Alberto.

Segundo ele, existem alguns critérios para a recomendação de correção do solo. Um deles é buscar sempre um nível mais alto na elevação da saturação por base. Existe outro que leva em consideração a neutralização do alumínio e elevação do cálcio e magnésio. E há ainda um terceiro método utilizado no Rio Grande do Sul que usa valores tabelados e, a partir do resultado do laboratório, é calculada a dose necessária de calcário para determinado nível de ph. Outra questão importante é a utilização de fertilizante.

– Normalmente, no sistema intensivo de pecuária, observa-se vasta utilização de fertilizante. Essa fertilização se torna maior à medida que se intensifica o sistema de exploração animal. Já, nos sistemas extensivos, é muito comum a não utilização de corretivo ou fertilizante. Isso é um erro, pois o início do processo de degradação de pastagens começa exatamente com a perda de fertilidade do solo – afirma o pesquisador.

Ele diz ainda que, conforme o aumento do sistema de produção, doses maiores, principalmente de corretivos, são necessárias. Ele explica que esse aumento na dosagem é devido ao crescimento de produção naquela área, elevando assim, a exportação de nutrientes, que devem ser repostos.

– Uma pastagem produtiva auxilia na recuperação de solo, aumenta o material orgânico e ajuda a tornar esse solo mais estruturado e permeável à água. Isso diminui o potencial de erosão. Além disso, uma pastagem produtiva tem alta capacidade de suporte de carga animal – completa Bernardi.

Já o custo, segundo Alberto, aumenta à medida que o produtor passa a utilizar insumos que não faziam parte de sua rotina. Mas, de acordo com ele, o retorno é válido. Ele afirma que a Embrapa conta com várias experiências que mostram a existência de um retorno econômico devido a essa intensificação do sistema de produção.

– Mas o nível de intensificação depende do recurso do produtor e de todo um planejamento, pois a intensificação não é apenas fornecer nutrientes. É preciso fazer todo um planejamento da propriedade, além de trabalhar com o melhor manejo de pasto e de rebanho – conclui o pesquisador.

Para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Pecuária Sudeste através do número (16) 3411-5600.