Responsável por um terço do financiamento da atividade agropecuária no Brasil, o crédito rural pode ser visto como essencial para a produção rural. Mas a ampliação do crédito, bem como taxas de juros menores, crédito adequado e melhores condições podem contribuir ainda mais com o desenvolvimento do agronegócio. O crédito rural é um dos temas do Fórum Contexto Ambiental & Agronegócio, organizado pelo Portal Dia de Campo, no dia 30 de junho, em Uberlândia, Minas Gerais. Segundo Antônio Pontóglio, gerente de divisão da diretoria de agronegócios do Banco do Brasil, o crédito rural sempre foi e vai continuar sendo uma alavanca para viabilizar o avanço no conceito de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, por exemplo.
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— O Banco do Brasil, além de várias linhas de crédito que estimulam a Integração Lavoura-Pecuária, disponibiliza agora o Programa ABC, o Programa Agricultura de Baixo Carbono. Nessa linha, o banco tem sido pioneiro e pretende, com esse novo produto, alavancar e estimular a atividade mais sustentável — afirma.
De acordo com ele, o processo de crédito é padrão nas instituições financeiras. Para se habilitar ao crédito, o produtor deve primeiro organizar seu cadastro no banco. Pontóglio diz que o banco precisa conhecer bem o cliente que será o beneficiário do crédito rural. Para isso, o produtor deve procurar a rede de dependências e organizar seus dados de cadastro.
— O banco, normalmente, faz todo o levantamento necessário para obter o maior número de informações sobre a atividade rural agropecuária do produtor e, a partir desses dados, estabelece uma análise de risco e também estipula um limite de crédito para esse produtor em todos os blocos de linha, seja para custeio agropecuário, comercialização agropecuária ou linhas de investimento — explica.
O gerente conta ainda que a instituição dispõe de linhas para atender todas as necessidades da atividade agropecuária. Em relação a investimento agropecuário, existem desde financiamentos para a aquisição de implementos e máquinas até linhas para financiar grandes estruturas de armazenagem, cooperativas e qualquer tipo de investimento que agregue valor à produção.
— A atividade rural brasileira é, normalmente, financiada em partes. Por exemplo, um terço dela é financiado por recursos próprios dos produtores rurais, um terço através de outros agentes intermediários na cadeia do agronegócio e um terço por instituições financeiras. Dessa última parte, cerca de 60% advém de crédito rural aplicado pelo Banco do Brasil — conta.
Crédito para a sustentabilidade
Pontóglio afirma também que o Banco do Brasil pretende que sua participação institucional, com crédito subsidiado, se amplie no país para que o banco possa, de fato, contribuir para o desenvolvimento do agronegócio com taxas de juros menores, crédito adequado, em prazo e condições melhores.
— Nesse contexto do evento, é muito importante destacar, na questão da sustentabilidade, a necessidade de se adequar a necessidade do país e do mundo em produzir mais alimentos e energia. Nisso, o principal desafio que se tem é como fazer mais crédito e mais produção, respeitando os conceitos de sustentabilidade sem perder de vista o resultado e a questão econômica. Entendo que, para isso, o Banco do Brasil tenha dado contribuições significativas — explica.
Ainda segundo o gerente, em termos de oportunidade, o momento está muito propício, pois o mundo todo vê o Brasil como o grande seleiro da produção agropecuária para alavancar a demanda crescente do mundo.
— Então, temos uma grande oportunidade de avançar em novos mercados exigentes. Para isso, o país tem uma articulação muito interessante entre quem precisa do crédito e os bancos, no sentido de arredondar as exigências ambientais e sociais para que a gente consiga fazer mais ampliando o crédito aos agentes da cadeia — conclui.
Para mais informações sobre o evento Fórum Contexto Ambiental & Agronegócio, basta acessar o link www.diadecampo.com.br/forumsustentabilidade.
