O crescimento da produção de hortaliças no norte do Paraná, abrangendo as regiões de Londrina, Apucarana, Ivaiporã, Cornélio Procópio e Santo Antonio da Platina tem sido significativo nos últimos anos. Na safra 2.011/12 estas regiões representaram 20% da área e 26% da produção total de hortaliças do Estado. O volume total produzido na região foi de 845.183 toneladas sendo que somente o tomate que é a cultura mais importante em ambiente protegido e a céu aberto, a produção foi da ordem de 225.282 toneladas, ou seja, 63% da produção estadual.
Em recente visita a estas regiões produtoras, o Coordenador Estadual de Olericultura, Iniberto Hamerschmidt e o técnico da Seab/Deral, Carlos Alberto Salvador, puderam constatar este contingente produtivo, inclusive a qualidade dos produtos obtidos.
As visitas ocorreram durante uma semana e os extensionistas municipais Romeu Susuki, Ana Paula Bueno de G. Cheida, Almir Del Padre, Walter Jark Filho e o Coordenador de Olericultura do Norte, Nilson Roberto Ladeia Carvalho, além dos técnicos da Seab/Deral, Adriano Nunomura, Rosângela Zaparoli Vieira, Santo Pulcinelli Filho e Franc Rom de Oliveira, acompanharam e complementaram as informações obtidas no campo durante as visitas as propriedades rurais.
Quanto ao cultivo em ambiente protegido, a Emater-PR destaca que o norte do Paraná, possui hoje 3.297 estufas cobertas com plástico, totalizando 537 hectares. Ao todo são 1.527 produtores que obtém anualmente produção total de 80.133 toneladas de tomate, pepino, pimentão e feijão vagem. Este volume representa valor bruto da produção de aproximadamente R$ 72.119.700,00, ou seja, renda média anual de R$ 47.229,00 por produtor o que equivale a R$ 3.935,00 mensais. O tamanho das estufas varia de 250 a 2.224 m² e os principais municípios produtores são Marilândia do Sul, Faxinal, Bandeirantes, Cruzmaltina, Londrina, Santa Amélia, Santo Antonio da Platina, Cambará e Tamarana.
Os principais modelos de estufas usados são a Londrina de telhado plano, com o inconveniente de permitir a entrada de água da chuva, o modelo Bandeirantes com calhas e que elimina o problema da entrada de água e o modelo em arco destacado em Santo Antonio da Platina. Além destes o modelo Peterson vem ganhando espaço no Norte do Paraná.
Apesar de todos estes resultados positivos, o cultivo de hortaliças e principalmente o tomate em ambiente protegido sofre uma grande ameaça que pode inviabilizar o plantio das cultivares tradicionais. Trata-se do intenso ataque da mosca branca, inseto transmissor do geminivírus, especialmente no verão. O problema é de difícil solução e a alternativa são cultivares resistentes ou tolerantes como já vem sendo testado em Bandeirantes.
Outro problema encontrado pelos produtores é a mão de obra especializada, dificultado pelas exigências do Ministério do Trabalho que tem fiscalizado constantemente as propriedades rurais.
O Instituto Emater, embora não tenha técnicos suficientes para prestar assistência a todos os produtores de hortaliças do Norte do Paraná, vem participando intensamente da assistência aos produtores familiares dos municípios com maior expressão no cultivo em ambiente protegido.