A Embrapa Suínos e Aves, empresa de pesquisa agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), foi uma das instituições presentes na reunião que definiu pela decretação de situação de emergência em Concórdia devido à crise da suinocultura. O encontro aconteceu na manhã de ontem, 2 de julho, na Prefeitura de Concórdia. “É um momento difícil para o setor por conta do aumento no custo de produção e da retração em alguns mercados externos. Estamos à disposição para auxiliar no que for possível”, disse o chefe geral da Embrapa Suínos e Aves, Dirceu Talamini.
Concórdia é a segunda maior cidade do Oeste de Santa Catarina e um dos municípios que mais produzem suínos no país. A reunião foi convocada pelo prefeito João Girardi e contou com a presença de representantes dos produtores de suínos, agroindústrias, Defesa Civil e governo do Estado. Um documento será encaminhado ao governo federal solicitando principalmente que nos próximos meses seja garantido o preço mínimo de R$ 2,57 por quilo de suíno vivo aos produtores. “Já fizemos esse pedido na semana passada e esperamos que, com este novo apoio, o Ministério da Agricultura se sensibilize”, disse o presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Lozivânio de Lorenzi.
Concórdia não foi o primeiro município de Santa Catarina a optar pelo decreto de situação de emergência por causa da crise da suinocultura. Outros oito prefeitos catarinenses seguiram o mesmo caminho na semana passada. A Embrapa Suínos e Aves tem auxiliado produtores e agroindústrias a enfrentarem o momento difícil da atividade fornecendo dados econômicos e informações sobre tecnologias que permitam a redução de custos. O custo de produção que orienta a suinocultura, por exemplo, é calculado pela Embrapa e disponibilizado na Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS), na página eletrônica www.cnpsa.embrapa.br/cias.