Mais uma leguminosa adaptada a solos de baixa fertilidade, facilitará a vida de quem não tem condições de investir sistematicamente em adubo. De porte semi-ereto, com ciclo de 65 a 70 dias e pertencente à classe comercial branco, a cultivar BRS Cauamé de feijão-caupi foi lançada pela Embrapa para cultivo no Estado de Roraima.
O caupi é uma planta cultivada principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, constituindo-se em alternativa econômica e social para as populações rurais, como alimento e geração de emprego.
Os cerca de mil hectares plantados atualmente em Roraima com esse tipo de feijão possuem ainda produtividade pouco expressiva, abaixo dos 700 quilos por hectare.
Nos testes da Embrapa Roraima e da Embrapa Meio-Norte, a adaptação da nova cultiva foi aprovada para as condições edafoclimáticas do Estado. Dentre as linhagens avaliadas destacou-se a MNC99-541F-5, depois batizada como BRS Cauamé.
Na pesquisa, a produção dessa cultivar foi comparada com a produção das cultivares Vita 7 e BRS Guariba em oito ensaios de avaliação conduzidos em Roraima no período de 2004 a 2006, quando a Cauamé (1.264 quilos por hectare) produziu 15% a mais que a média da Vita 7 (1.104 quilos por hectare). Os autores destacam que essa nova cultivar chegou a 2.025 quilos por hectare em Mucajaí no ano de 2004.
O agricultor deve utilizar o espaçamento de 50 a 60 centímetros entre fileiras com 8 a 10 plantas por metro. Isso corresponderá a uma população em torno de 160 mil plantas por hectare, ou 30 quilos por hectare de sementes.
Entre os cuidados recomendados estão o de que a colheita seja feita logo após maturação dos grãos, para evitar perda de qualidade devido às chuvas.