Cultivares de batata são testadas e apresentadas a agricultores familiares

Atividade integrou a programação de uma Tarde de Campo de Cultivares de Batata

Emater/RS-Ascar
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O pesquisador Odone Bertoncini, da Embrapa Transferência de Tecnologia de Canoinhas (SC), esteve, nesta quinta-feira (13), analisando a adaptação de quatro cultivares de batatas, juntamente com produtores rurais e extensionistas da Emater/RS-Ascar. A atividade integrou a programação de uma Tarde de Campo de Cultivares de Batata, que aconteceu na propriedade dos Irmãos Olbermann, na localidade de Alto Morro dos Bugres, em Santa Maria do Herval e foi promovida pela Emater/RS-Ascar.
 
Na propriedade foi implantada uma Unidade de Observação com as variedades BRS Ana, BRS Cristal, Macaca e Eliza. Segundo Bertoncini, a aproximação do pesquisador com os produtores, através de unidades de observação, é mais interessante. “A parceria com a extensão rural oficial e o contato com os agricultores nos possibilita uma resposta melhor a nossas pesquisas. Nós conhecermos as adaptações das cultivares na prática a partir das condições de clima e solo locais e quais delas que despertam maior interesse dos produtores. Isso também é importante para que a gente não permaneça investindo em pesquisa e depois não haja mercado”, salientou o pesquisador.
 
Além da unidade de Santa Maria do Herval, existem outras em Não-Me-Toque, Silveira Martins, São Lourenço do Sul e Carlos Barbosa. A implantação destas unidades de observação no Estado, juntamente com a Emater/RS-Ascar, integra um projeto de resgate de cultivares tradicionais e análise de novas cultivares, com a intenção de proporcionar aos agricultores familiares e produtores orgânicos novos nichos de mercado. “Essas cultivares implantadas em Santa Maria do Herval têm boa resistência a principal doença que é a requeima. Se o produtor não tiver os devidos cuidados de tratamento é capaz, dependo das condições de clima e da tolerância das cultivares, de desfoliar o cultivo em até três dias. Isso resulta em grandes perdas aos produtores”, explica Betoncini. Ele acrescenta, ainda, que o melhoramento de novas cultivares também é outra possibilidade a partir das análises feitas nas unidades de observação.
 
Em Santa Maria do Herval, apesar de ser o quinto município do Estado em produção de batata, totalizando mais de 9 mil toneladas, a cultura continua sendo uma das mais importantes fontes de renda e a produção permanece sendo um referencial, porque se diferencia do sistema adotado em outros municípios do Rio Grande do Sul. No município, devido a topografia, a utilização de máquinas e a tecnologia empregada no plantio toda a produção se mantém sendo feita de forma artesanal e sem o uso de agrotóxicos.
 
Laudo Olbermann, que começou há 20 anos a produzir e comercializar batata inglesa, conta que, no início, não tinha dinheiro e precisava comprar um caminhão para vender direto a produção. Então ele formou um grupo com seus dois irmãos e mais quatro primos. Até hoje as famílias trabalham unidades e resolveram disponibilizar a propriedade para ser a sede de uma unidade de observação por que a intenção é, conforme Laudo, dar continuidade à tradição familiar de cultivar batata inglesa e investir mais nesta área.
 
Participaram da Tarde de Campo produtores de Santa Maria do Herval, Morro Reuter, Rolante, Riozinho e Taquara, além do prefeito de Santa Maria do Herval, Rodrigo Fritzen e do presidente da Festa da Batata de Santa Maria do Herval, Adriano Lechner.
 
Este evento integra a Frente Programática Assistência Técnica e Extensão Rural, desenvolvida pela Emater/RS-Ascar em consonância com os Programas Estruturantes do Governo do Estado.