Cultivares de feijão-caupi testadas no Amazonas

Adaptabilidade de novas variedades foram testada nas lavouras amazônicas.

Nivea Schunk
Grãos

As linhagens de feijão-caupi, desenvolvidas pela Embrapa Meio-Norte, no Piauí, estão sendo testadas no Amazonas. A cargo dos pesquisadores Ricardo Pupo e José Roberto Fontes, da Embrapa Amazônia Ocidental, a avaliação de adaptabilidade do grão no estado tem obtido resultados positivos.

Os cruzamentos genéticos entre materiais oriundos do nordeste brasileiro aliados a características de variedades importadas da Nigéria e Estados Unidos, originaram  cultivares com produtividade satisfatória e alto teor de ferro e zinco. Além disso, mudanças no trato cultural de espaçamento das plantações vêm sendo implementadas com sucesso.

A recomendação desses genótipos é fundamental para a agricultura familiar predominante na região, visto que cerca de 25% do feijão-caupi é composto de proteína. Sendo assim, seus resíduos  também são bastante proteicos, proporcionando uma massa vegetal de alta qualidade para alimentação de animais.

Segundo Pupo, o cunho ambiental do projeto é incentivar a produção nas condições de várzea, naturalmente rica em fósforo, cálcio e magnésio. A cultura sazonal nessas áreas sedimentadas possibilita uma agricultura sustentável, à media que dispensa o uso de fertilizantes.

— Depois de saírem dos nossos campos experimentais, levamos essas cultivares para serem testadas pelos produtores e a repetibilidade das plantas tem sido satisfatória. Em terra firme, houve um incremento de produção de 300%. No entanto, há uma preocupação de incentivar o plantio também à beira dos Rios Solimões e Madeira —  revela.
 
Lançada em 2007, a BRS Nova Era oferece grão brancos grandes, porte alto, resistência ao estresse hídrico e encharcamentos, enquanto a BRS Xique-Xique, de 2008, é mais completa em termos nutricionais. Entretanto, outras cultivares, como a Cauamé e Potengi estão em fase de produção de sementes e brevemente serão levadas a campo, dando continuidade ao trabalho.