Cultivares de soja para Mato Grosso do Sul

Estudo traz mais informações sobre cultivares de soja recomendadas para o Estado de Mato Grosso do Sul

Rosália Silva
Sementes e Mudas

Em janeiro deste ano, a Embrapa Agropecuária Oeste lançou estudo do Programa de Melhoramento de Cultivares de Soja para as diferentes condições edafoclimáticas de Mato Grosso do Sul, desenvolvido em parceria com a Embrapa Soja e Fundação Vegetal.

Para os produtores sul-mato-grossenses a publicação traz informações sobre as cultivares convencionais: BRS 206, BRS 239, BRS 240 e a nova BRS 285; E as cultivares de soja transgênicas: BRS 243RR, BRS 245RR, BRS 246RR, BRS 255RR, incluindo os lançamentos BRS 291RR e BRS 292RR.

De acordo com Carlos Lasaro e Maria do Rosário de Oliveira, apesar de poder-se realizar a semeadura de meados de outubro até a primeira quinzena de dezembro, os melhores resultados para rendimento e altura de planta, na maioria dos anos e para a maioria das cultivares, são obtidos nas semeaduras de final de outubro até meados de novembro.

Para os agrônomos, isso acontece porque as cultivares precoces em outubro tendem à redução do porte das plantas. A recomendação para semear uma cultivar de soja precoce em áreas que serão cultivadas com milho “safrinha” em sucessão é que deve-se evitar fazê-la antes de 20 de outubro,  principalmente no Norte do Estado e nas regiões mais baixas e quentes.
 
Quanto às doenças, a exemplo da mancha "olho-de-rã, cancro da haste e pústula bacteriana, a Embrapa explica que a forma mais eficiente de controle é com o uso de cultivares resistentes.

Entre as cultivares lançadas, está a BRS 285, que se adaptou a quase todo o Estado. Esta semente convencional, de cor cinza, possui alto potencial produtivo, mas precisa ser semeada em solos de média à alta fertilidade, e que não sejam compactados ou tenham problemas de drenagem. É uma cultivar tolerante ao nematóide de galhas, e, no caso de semeadura antecipada, pede-se áreas com solos corrigidos e bem adubados. Também segundo o estudo, a BRS 285 permite sucessão com milho “safrinha” na região norte/nordeste de Mato Grosso do Sul.