Cultivares na cultura do algodoeiro

Na cultura do algodão, a escolha do cultivar deve considerar vários fatores importantes, tais como, a época de semeadura, a reação às principais doenças e a qualidade da fibra.

Margareth Santos
Manejo

No processo de produção do algodão, cultivar é um dos componentes que mais interferem no sucesso do empreendimento. Portanto, na escolha do cultivar, vários fatores devem ser considerados: a época de semeadura, a reação às principais doenças e a qualidade da fibra. Para a tomada de decisão sobre que cultivar utilizar, é importante observar a reação das cultivares a doenças e nematóides, além das características intrínsecas da fibra, tais como, comprimento, resistência, índice micronaire e uniformidade. Ou seja, é essencial considerar o conjunto das características e nunca só uma delas, de forma isolada.

Cultivares como BRS 269 – Buriti, BRS Cedro e FMT 701, que são de porte elevado e de ciclo longo, são indicadas para serem utilizadas no início do período recomendado para a semeadura. A densidade nunca deve ser superior a oito plantas por metro linear e deve-se ter cuidado especial em relação ao manejo com reguladores de crescimento.

Anualmente, no MS, uma parceria entre a Embrapa Agropecuária Oeste, a Embrapa Algodão, a Fundação MS, a Fundação Chapadão e a Copasul, avalia em vários ambientes do estado linhagens e cultivares de algodoeiro, oriundas do programa de melhoramento genético da Embrapa Algodão. Os estudos objetivam cultivares de alta produtividade, de ciclo médio e precoce, adaptadas à colheita mecânica, com alta qualidade de fibra e com resistência múltipla a doenças e nematóides.

Confira no documento em anexo os resultados dos ensaios conduzidos durante dois anos, em Maracaju, onde várias cultivares avaliadas produziram mais de 1.500 quilos de fibra por hectare, indicando potencial para produção de algodão na área. Pelos resultados apresentados, para a variável produtividade de fibra, não se verificou diferença significativa entre as cultivares disponíveis. Contudo, outros aspectos devem ser considerados. A BRS 269 – Buriti, por exemplo, apresenta uma boa tolerância à ramulária, o que irá exigir menor número de aplicações de fungicidas para o controle da referida doença.