As plantas BRS 286 foram avaliadas durante cinco safras, em condições do Cerrado, obtendo-se produtividade média de algodão em caroço de 4.874 quilos por hectare e de 1.995 quilos por hectare de algodão em pluma. Os desempenhos superaram as testemunhas BRS Ipê e BRS Camaçari em 10,4 % e 8,8 %, respectivamente, na produtividade de algodão em caroço e 16,3 % e 17,0 %, respectivamente, na produtividade de algodão em pluma. Foi o que revelou estudo da Embrapa Algodão, no Estado da Bahia.
O elevado desempenho de algodão em pluma tem relação com sua porcentagem de fibra, normalmente superior a 40%. O padrão de fibras da BRS 286 atende às exigências dos mercados interno e externo, no que diz respeito a fibras de comprimento médio. Seu índice médio de fiabilidade (CSI) varia de 130,5 a 162,5, indicando a obtenção de fibras e fios de alta qualidade, conforme tabela 1. O rendimento das fibras é de 39,5 a 41,0%, com micronaire entre 3,9 e 4,5, comprimento entre 29,1 e 31,3 milímetros e resistência entre 27,8 e 33,5 gf/tex.
Em altitude próxima a 750 metros, o primeiro botão floral ocorreu de 50 a 55 dias, e o primeiro capulho de 110 a 115 dias. As colheitas ocorrem entre 140 e 160 dias após a emergência, com uso de desfolhante e maturador. As plantas apresentam de médio a baixo porte, atingindo entre 110 a 120 centímetros de altura, necessitando da aplicação de 35 a 50 gramas de i.a. por hectare de regulador de crescimento – cloreto de mepiquat ou cloreto de clormequat.
A BRS 286 possui níveis adequados de resistência às principais doenças de ocorrência em condições de cerrado e semiárido, no Estado da Bahia, sendo resistente à mancha angular, mosaico da nervura e mosaico comum. Ela é moderadamente resistente à ramulariose e medianamente suscetível à ramulose e ao complexo Fusarium oxysporum f. sp. Vasinfectum – Meloidogyne incognita/Rotylenchulus reniforme.
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