O cultivo da alfavaca-de-galinha ainda não era cientificamente conhecido, apesar de essa planta ser muito utilizada na culinária e na medicina tradicional. Ela, que é uma importante fonte de óleos essenciais da indústria farmacêutica, alimentícia e de perfumes, também é usada no tratamento de problema das vias respiratórias, de reumatismo, de paralisias, de epilepsia e de doenças mentais. Além de ser inseticida, nematicida, fungicida ou antimicrobial.
Para garantir a segurança do uso de plantas medicinais, uma vez que o atual Serviço Público de Saúde apoia os programas de fitoterapia, a Embrapa Agroindústria Tropical realizou a pesquisa Cultivo de Alfavaca-de-Galinha (Ocimum micranthum Willd).
Na pesquisa de Rita de Cassia Alves Pereira, as mudas foram inicialmente cultivadas em bandejas com substrato composto de uma parte de subsolo e duas partes de substrato comercial e, após cinco dias da germinação das plântulas, foram passadas para vasos. Durante esse período, de forma adequada, se fez a irrigação e a capina. Essas plantas permaneceram por mais 20 dias na casa de vegetação e foram plantadas definitivamente em canteiros.
A pesquisadora concluiu que a espécie alfavaca-de-galinha adapta-se bem em clima subtropical e se desenvolve em solos permeáveis e ricos em matéria orgânica. Para tanto, é necessária a utilização de sementes coletadas de plantas sadias de um local idôneo, ou horto medicinal. Recomenda-se fazer o plantio definitivo no espaçamento de 0,50 por 0,50 metros, com adubação de 5 quilogramas de esterco de curral curtido por metros quadrado. E a colheita das plantas é realizada aos 60 dias, de preferência, pela manhã.