A percepção da amplitude do problema é simples. Quanto maior a presença de montes de cupins na pastagem, menor é a área ocupada pelas forrageiras, portanto menos pasto disponível para o gado. Não há cálculos sobre a dimensão das perdas provocada pela presença do inseto na pastagem, mas basta pensar nas paisagens salpicadas de cupinzeiros que estamos acostumados a ver pela janela do carro nos pastos que margeiam as estradas, que dá para saber que se trata de um problema importante.
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Além da perda de área, há também perdas ligadas à qualidade da pastagem. A presença do cupim está geralmente associada a solos e pastagens degradas. Então, se há degradação, há também comprometimento da qualidade nutricional do pasto e, por tabela, de sua capacidade de suporte.
Em função do lançamento de um novo cupinicida no mercado, o Regent 20GR, fabricado pela Arysta LifeScience, a empresa vem alertando os produtores para o problema que está presente de Norte a Sul do País, sendo mais grave nas regiões de clima mais quente. No momento, a Arysta enfatiza a questão das perdas na pecuária leiteira.
Sobre o assunto, o Portal Dia de Campo conversou com Ricardo Frugis, gerente de pastagem da empresa (ouça a entrevista na íntegra). Ele dá detalhes sobre como deve ser feito o tratamento e aborda também a importância de observar várias questões de manejo com o intuito de evitar a presença dos cupins.
Segundo ele, muitos produtores talvez nem percebam que estão perdendo. Frugis explica que ao eliminar o cupinzeiro, é possível obter melhor uso da área. "Além disso, uma propriedade que possui alta infestação de cupinzeiro se torna depreciada, por isso a importância de seu controle”, explica.