Da lavoura à pastagem, agricultores relatam os benefícios do calcário

benefícios começam pela maior produtividade, sinônimo de melhores rendimentos para os donos de terra, independente da extensão da área

Sindical-SP
Nutrição Vegetal

O agronegócio brasileiro tem tido resultados positivos. Um dos parceiros nesse processo é o calcário agrícola. A aplicação gera melhor rendimento tanto nas culturas como nas pastagens, segundo os agricultores.

Os benefícios começam pela maior produtividade, sinônimo de melhores rendimentos para os donos de terra, independente da extensão da área.

O calcário também é parceiro dos defensivos agrícolas, hoje um dos itens mais caros na cadeia do agronegócio. Estudos mostram melhores resultados dos defensivos quando aplicados em áreas que receberam calcário. Adubar o solo sem fazer a correção gera perda de 65% de eficiência do defensivo. Neste caso, a recomendação é que só se faça a correção.

O presidente do Sindical (Sindicato das Indústrias de Calcário Agrícola do Estado de São Paulo), João Bellato Júnior, aponta: “a correção do solo garante benefícios para o agricultor, como a melhor qualidade dos produtos”. Hoje o País tem potencial para consumir 70 milhões de toneladas de calcário por ano, mas os agricultores usam metade disso.

Por sua formação geológica, a terra no Brasil requer correção de solo, que é o processo de redução da acidez – também chamado de calagem. No município de Ribeirão Bonito, a 260 quilômetros de São Paulo, cerca de 80% da área cultivável pede calcário, de acordo com o Governo do Estado.

“Além da correção da acidez, a aplicação do calcário também recupera os níveis de cálcio e magnésio, que são nutrientes para as plantas. Não adianta adubar uma terra ácida”, avalia Eduardo Mamoru Tiba, engenheiro agrônomo que atua na cidade, que fica perto de São Carlos.

Predomina a cana-de-açúcar em Ribeirão Bonito. José César Manieri planta milho também. “Na cana e no milho, jogo calcário de acordo com o agrônomo. A produtividade numa área sem calcário é menor”, afirmou.

João Francelin Neto administra uma fazenda com cana, café e eucalipto, mas que abriga um rebanho de ovelhas. “Em pastagem o calcário também vai muito bem”, festeja Francelin.

Calcariar
Ribeirão Bonito ganha força pela união dos produtores. A cooperativa local reúne 400 agricultores de quatro municípios. Viriato Rohrer de Lacerda, presidente da cooperativa, conta: “em toda reunião ouvimos depoimentos de que os resultados são bem melhores quando se aplica o calcário”.

Na cooperativa, é comum ouvir-se o verbo “calcariar”.

A maioria dos produtores faz a aplicação no meio do ano. Porém, o agrônomo Eduardo Tiba alerta que a análise de solo apontará quantidade, frequência e melhor período para aplicação. A consulta a um engenheiro agrônomo é o primeiro procedimento a ser tomado.

O que é necessário na hora de aplicar o calcário:
. Amostragem e análise laboratorial do solo
. Recomendação técnica feita por profissional habilitado
. Considerar o Poder Relativo de Neutralização Total (PRNT) do calcário
. Época e modos de aplicação
. Efeito residual do calcário
. Velocidade e direção dos ventos
. Regulação de máquinas e equipamentos