Uma parte do arroz no Brasil é cultivada em sequeiro, sem irrigação, durante a estação chuvosa, outubro a abril. Nesse período, conforme o ano, podem acontecer principalmente em algumas regiões de cerrado a incidência e a distribuição irregular das chuvas, sendo comum a ocorrência de estiagens de duas a três semanas.
Além disso, as lavouras de arroz de sequeiro (ou terras altas) no Cerrado são implantadas predominantemente em latossolos (Oxissolos), com baixa capacidade de água disponível.
Nesse ambiente, as estiagens podem causar consideráveis decréscimos na produtividade do arroz. Esses problemas, no entanto, são passíveis de serem minimizados com o uso da irrigação suplementar por aspersão, segundo a Embrapa Arroz e Feijão.
De acordo com o centro de pesquisa, a maior vantagem da irrigação por aspersão na cultura do arroz de terras altas está na sua contribuição para a estabilidade da produção, pela redução do estresse hídrico. Adicionalmente, a irrigação propicia maiores produtividades e melhor qualidade do produto.
Contudo, em virtude do arroz ser uma das espécies mais exigentes em água, a utilização intensiva do equipamento de irrigação pode elevar o custo da irrigação e inviabilizar o cultivo do arroz. Outro fator a se pesar é que em regiões com temperaturas mais baixas e em latitudes mais elevadas, o problema do frio e a sensibilidade ao fotoperíodo são fatores limitantes ao cultivo.
Pensando nessas questões, a Embrapa Arroz e Feijão disponibiliza uma série de recomendações para aqueles que avaliam a possibilidade de trabalhar com equipamentos de irrigação para suprir a demanda de água pela cultura do arroz. A Circular Técnica 64 abrange aspectos como a escolha de cultivares, preparo do solo, adubação, espaçamento e densidade de semeadura. Há ainda um conjunto de informações problematizando a possibilidade de estender a época usual de semeadura do arroz de terras altas na região Centro-Oeste e os riscos climáticos envolvidos no assunto.
Para o cultivo do arroz de sequeiro com o uso de irrigação por aspersão, a Embrapa estabeleceu estimativas de demanda de água relacionadas a parâmetros, que para serem obtidos, exigem medições e o emprego de tanques evaporimétricos, além do cálculo da evapotranspiração da cultura.
Para saber mais sobre o assunto, acesso o arquivo em anexo disponível para download.