Quatro híbridos de dendê, desenvolvidos pela Embrapa Amazônia, vem sendo testados no Tocantins e Distrito Federal. Atualmente no terceiro ano de avaliação, os experimentos localizados nos municípios de Porto Nacional, Araguatins e Planaltina apresentam desempenho satisfatório, comparados aos cultivos da Amazônia, região natural da espécie. O intuito é testar a capacidade de adequação da planta às condições adversas de clima e solo do Cerrado.
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O pesquisador Gustavo Azevedo Campos, do Centro Nacional de Pesquisa de Aquicultura, Pesca e Sistemas Agrícolas, ressalta, no entanto, que somente quando o projeto atingir a fase de produção comercial, prevista para o sexto ano, será possível avaliar seguramente a produtividade em relação aos custos com irrigação e a incidência de doenças.
— O desafio é que regime hídrico do Cerrado exige complemento irrigatório durante os meses de seca. Utilizamos a microaspersão, técnica simples, de domínio dos produtores locais. Porém, os resultados preliminares já revelam boas características de estatura de plantas, espessura da estirpe, peso e rendimento de extração por cacho entre 20% e 22%. — explica Campos.
Além do grande apelo comercial no mercado interno, o dendezeiro tem potencial para produção de biodiesel. E de acordo com a literatura, comparada à soja, a cultura pode produzir até 10 vezes mais óleo por hectare.
