Desenvolvimento inicial da aroeirinha em áreas de Cerrado degradado

Mudas de aroeirinha foram plantadas em solos degradados, com ou sem doses de nitrogênio em forma de uréia

Rosália Silva
Nutrição Vegetal

Planta típica de área de Cerrado, a aroeirinha (Schinus terebinthifolius Raddi) serviu de base em estudos para a Embrapa avaliar a adição de nutrientes quando se diz respeito a espécies nativas desse bioma.  A pesquisa mostra o desenvolvimento das plantas durante o primeiro ano, em latossolo vermelho-amarelo de Planaltina (GO), ocupado com pastagem Brachiaria decumbens, e degradado pela utilização agropecuária.

Essa espécie pioneira também é conhecida como aroeira-mansa, aroeira-vermelha e aroeira-pimenteira. Por possuir uma madeira bastante resistente e de grande durabilidade, é utilizada para mourões, esteios, lenha e carvão. Além de ser uma árvore recomendada para recuperação de solos pouco férteis.

A Embrapa Cerrados testou o efeito sobre o crescimento e a sobrevivência de mudas de aroeirinha, na ausência de nitrogênio e a doses de 10, 20 e 40 quilos por hectare do nutriente em forma de ureia. E, também, na ausência de fósforo e a doses de 10, 20 e 40 quilos por hectare de superfosfato triplo.

A engenheira agrônoma Eny Duboc, da Embrapa Cerrados, e o engenheiro florestal Iraê Amaral Guerrini, da Unesp, observaram que a sobrevivência da aroeirinha não foi afetada pela adubação com nitrogênio ou fósforo.  Por outro lado, uma outra conclusão é de que as plantas apresentaram elevado requerimento nutricional para o nitrogênio, em relação ao diâmetro da copa.

Os autores também verificaram que os tratamentos que proporcionaram um maior diâmetro do colo foram os de 40 quilos por hectare de nitrogênio e o de 10 quilos por hectare de fósforo. Sendo que o primeiro mostrou requerimento nutricional para cálcio, magnésio, boro e zinco maior do que o segundo. Para mais informações sobre a pesquisa, consulte o documento em anexo.