Planta típica de área de Cerrado, a aroeirinha (Schinus terebinthifolius Raddi) serviu de base em estudos para a Embrapa avaliar a adição de nutrientes quando se diz respeito a espécies nativas desse bioma. A pesquisa mostra o desenvolvimento das plantas durante o primeiro ano, em latossolo vermelho-amarelo de Planaltina (GO), ocupado com pastagem Brachiaria decumbens, e degradado pela utilização agropecuária.
Essa espécie pioneira também é conhecida como aroeira-mansa, aroeira-vermelha e aroeira-pimenteira. Por possuir uma madeira bastante resistente e de grande durabilidade, é utilizada para mourões, esteios, lenha e carvão. Além de ser uma árvore recomendada para recuperação de solos pouco férteis.
A Embrapa Cerrados testou o efeito sobre o crescimento e a sobrevivência de mudas de aroeirinha, na ausência de nitrogênio e a doses de 10, 20 e 40 quilos por hectare do nutriente em forma de ureia. E, também, na ausência de fósforo e a doses de 10, 20 e 40 quilos por hectare de superfosfato triplo.
A engenheira agrônoma Eny Duboc, da Embrapa Cerrados, e o engenheiro florestal Iraê Amaral Guerrini, da Unesp, observaram que a sobrevivência da aroeirinha não foi afetada pela adubação com nitrogênio ou fósforo. Por outro lado, uma outra conclusão é de que as plantas apresentaram elevado requerimento nutricional para o nitrogênio, em relação ao diâmetro da copa.
Os autores também verificaram que os tratamentos que proporcionaram um maior diâmetro do colo foram os de 40 quilos por hectare de nitrogênio e o de 10 quilos por hectare de fósforo. Sendo que o primeiro mostrou requerimento nutricional para cálcio, magnésio, boro e zinco maior do que o segundo. Para mais informações sobre a pesquisa, consulte o documento em anexo.