Quando não controladas, a antracnose da soja (Colletotrichum truncatum) e a ramulose do algodoeiro (Colletotrichum gossypii var. cephalosporioides) causam muitos prejuízos aos produtores. Uma vez que os patógenos quando atacam podem matar as plantas. Com o detalhe, de que os dois fungos são transportados pela própria semente, que é resistente e sobrevive por anos, passando a ser fonte de inóculo inicial das doenças.
Em março deste ano, a Embrapa Agropecuária Oeste lançou uma espécie de guia para treinamento de profissionais e para a identificação desses males no campo. Segundo o estudo, até o momento, o controle considerado o mais eficiente e econômico é feito com fungicidas.
Escrito pelo agrônomo Augusto César Pereira Goulart, o texto mostra que são as sementes que acabam por introduzir as doenças em áreas novas ou em áreas já cultivadas e que estava controlada a ação dos fungos pela adoção de práticas eficientes de manejo, como, por exemplo, a rotação de culturas.
Na cotonicultura, esses microorganismos possuem taxas elevadas de transmissão do patógeno das sementes para a parte aérea do algodoeiro. A proporção é de aproximadamente 3:1, o que significa que três sementes com fungo representam uma planta no campo com ramulose. Em condições de clima favorável, a doença chega a avança na lavoura cerca de 1 metro a cada cinco dias. Já na cultura da soja, a doença é capaz de atacar todas as partes da planta durante a fase vegetativa, floração, frutificação e sementes.
Para se detectar o fungo nas sementes, vários testes de laboratório podem ser usados na caracterização de qual estado sanitário estão. No caso das duas formas de Colletotrichum, o principal método adotado é o papel de filtro ou blotter test e sua variante o papel de filtro com congelamento.