Dia de Campo de Amendoim incentiva o manejo integrado

Prática traz benefícios econômicos e ambientais

Juliana Royo
Manejo

O pesquisador Marcos Michelotto, da APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agrponegócios), é um dos palestrantes do Dia de Campo de Amendoim, que acontece hoje em Pindorama (SP). Ele explica os benefícios econômicos e ambientais do manejo integrado, tira dúvidas sobre a técnica e fala sobre as pragas da cultura.

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— As principais pragas do amendoim são o tripes e a lagarta do pescoço vermelho, que ocorrem durante todo o ciclo da cultura. Normalmente, os produtores utilizam inseticidas para fazer o controle, mas existem alternativas. Com o manejo correto, novas cultivares e o uso de produtos não tóxicos o produtor tem um amendoim de melhor qualidade — ensina Michelotto.

Ele explica que a redução do uso de inseticidas torna o produto menos tóxico, agride menos o meio ambiente e reduz o custo do produtor, já que o número de pulverizações é reduzido. Os cuidados já começam na escolha das cultivares e se estendem até o final do processo. É preciso que, semanalmente, uma equipe vistorie as plantações para identificar e contar as pragas presentes nas plantas.

— O produtor tem uma certa resistência para fazer esse manejo correto de prevenção das pragas em função do custo que ele acha que vai ter, mas temos dados provando que o custo de produção é reduzido. A prática do manejo integrado diminui as pulverizações, cortando gastos.

"A prática do manejo
 integrado diminui
 as pulverizações,
 cortando gastos"


 Marcos Michelotto,
 da APTA