Existem três categorias de abacaxi: classe três, pesando até 1,8 quilo; classe dois, com peso até 1,5 quilo; e classe um, entre 900 gramas e 1,2 quilo. O mercado nacional remunera melhor os produtos da classe três e, com o uso das técnicas corretas, os agricultores de Mamanguape irão produzir frutos dessa classe, aumentando a rentabilidade em 30%.
— O prefeito de Mamanguape, empenhando em aumentar o cultivo do abacaxi e a renda local, solicitou que a Emater repassasse as técnicas bem sucedidas usadas no sítio Mendonça para os demais produtores — relata o agrônomo Leôncio da Costa Vilar.
Esse foi o objetivo do Dia de Campo do acabaxi, realizado na divisa dos munícipios de Itapororoca e Mamanguape, na Paraíba, que ofereceu aos produtores da região informações e técnicas sobre o manejo da cultura, visando melhorias na produção. O evento aconteceu no dia 8 de dezembro, no sítio Mendonça, e foi organizado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater/PB) em parceria com a Empresa Paraibana de Pesquisa Agropecuária (Emepa).
— Para se ter abacaxis de boa qualidade, é necessário selecionar corretamente as mudas de plantio, pelo peso e tamanho. A partir daí é determinada a densidade, o espaçamento em torno de 40 mil plantas por hectare, e as adubações pela análise do solo – orienta o agrônomo.
O Dia de Campo foi dividido em cinco estações, onde foram tratados temas sobre seleção de mudas, sistemas de plantio e adubação, crédito rural, colheita e comercialização, entre outros. As vendas para os diversos estados do País são realizadas por meio da Bolsa do Comércio de Pernambuco, que cobra uma taxa de representação de 2%, após o recebimento do valor das vendas.