O Assentamento Cunha, localizado na Cidade Ocidental (GO) possui área em transição para o sistema de produção baseado em princípios agroecológicos, em que os defensivos químicos não são usados. Diagnóstico participativo realizado pela Embrapa Cerrados mostra o manejo de agroecossistemas na área do grupo coletivo Carajás, como forma de auxiliar os agentes de desenvolvimento de maneira geral.
Entre esses agentes estão pesquisadores, extensionistas e ocupantes de cargos públicos das diversas esferas, que podem, no trabalho, visualizar possibilidades de ação e de demandas concretas. Desde que, lembram os autores do estudo, tenham postura flexível para reavaliar constantemente as ações em curso para alcançar objetivos propostos.
Das 62 famílias do Assentamento Cunha, nove famílias compõem o único grupo coletivo do local, denominado Carajás. A esse, juntam-se outras 19 famílias no chamado “grupo de cooperação”. No local, as atividades produtivas são diversificadas e o grupo coletivo planta culturas anuais, hortaliças, frutas, criam gado de leite, galinhas e abelhas, com a produção servindo para o consumo das famílias e comercialização do excedente.
Segundo os agrônomos Cynthia Torres de Toledo Machado e Altair Toledo Machado, na área prioriza-se a diversificação dos cultivos e o plantio e multiplicação de diferentes variedades, bem como práticas de consórcios, rotações e sucessões de culturas, além da integração dos plantios com a criação de animais.
As famílias também fazem a reciclagem dos nutrientes e da matéria orgânica produzida pelas plantas de cobertura utilizadas como adubos verdes, pelos resíduos das colheitas e pelos estercos animais. Para tanto, entre os parceiros nas atividades realizadas pelos pequenos produtores está a própria Embrapa Cerrados.
Para conhecer melhor a pesquisa que busca a plena segurança alimentar das famílias e a geração de renda a partir das atividades agropecuárias desenvolvidas, acesse o documento em anexo.