A família Della Preia, moradora da Linha Três de Maio, interior do município de Erval Seco, RS, abriu sua propriedade e recebeu, nesta quarta-feira (23), mais de 180 produtores locais para mostrar sua realidade e contar sua história, durante uma Tarde de Campo. O evento, promovido pela Emater/RS-Ascar, mostrou aos participantes que a diversificação de atividades, a geração de renda e qualidade de vida garantem a sucessão da família Della Preia.
A primeira estação da Tarde de Campo já introduziu os participantes à temática da sucessão familiar. Os dois filhos do casal Gilmar e Rosa Della Preia, os jovens Cristiano e Fabiano, optaram por permanecer na propriedade da família, aprimorando as atividades ali desenvolvidas. A atividade leiteira e o trabalho na agroindústria de mandioca foram os motivos que garantiram a sucessão.
Através da condução do engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Mairo Trentin Piovesan, o tema da sucessão foi debatido entre os participantes. O apoio e diálogo da família, a autonomia do jovem e outros fatores foram elencados como essenciais para o processo de sucessão. A diversificação de atividades e a consequente geração de renda foram aspectos que garantiram a permanência de Cristiano e Fabiano na propriedade. Tudo começou com a divisão de tarefas. Aqui cada um é responsável por alguma atividade e todos são recompensados pelo trabalho realizado, contou Cristiano.
O associativismo, o cooperativismo e o acesso a políticas públicas também foram responsáveis pelo desenvolvimento da propriedade. Crédito Fundiário e Pronaf Agroindústria são algumas das políticas acessadas pela família, que serviram como ferramenta para o desenvolvimento e auxiliaram na sucessão.
Agroindústria
A agroindústria Seis Vizinhos, de beneficiamento de mandioca, é um empreendimento que envolve, hoje, quatro famílias do interior de Erval Seco. A sede da agroindústria está localizada na propriedade da família Della Preia. A associação das famílias e o trabalho em conjunto permitiram uma nova alternativa de renda. Nós iniciamos sem muita perspectiva de mercado. Então começamos vendendo de casa em casa. Com a ajuda da cooperativa, a comercialização aumentou significativamente, contou Gilmar, relembrando como tudo começou. Hoje, a agroindústria Seis Vizinhos está inserida no mercado regional. Municípios como Panambi, Santa Bárbara e Condor já recebem o produto da agroindústria.
A agroindústria Seis Vizinhos, de beneficiamento de mandioca, é um empreendimento que envolve, hoje, quatro famílias do interior de Erval Seco. A sede da agroindústria está localizada na propriedade da família Della Preia. A associação das famílias e o trabalho em conjunto permitiram uma nova alternativa de renda. Nós iniciamos sem muita perspectiva de mercado. Então começamos vendendo de casa em casa. Com a ajuda da cooperativa, a comercialização aumentou significativamente, contou Gilmar, relembrando como tudo começou. Hoje, a agroindústria Seis Vizinhos está inserida no mercado regional. Municípios como Panambi, Santa Bárbara e Condor já recebem o produto da agroindústria.
Para incentivar esse processo entre os participantes da Tarde de Campo, o técnico em agropecuária da Emater/RS-Ascar, Dieter Windmoller, explicou cada passo para começar uma agroindústria familiar. A agroindustrialização é uma possibilidade de agregação de valor à produção primária. É a alternativa encontrada por muitas famílias para geração de renda e permanência no meio rural, afirmou. Dieter colocou à disposição dos participantes os Centros de Treinamento da Emater/RS-Ascar, que capacitam e qualificam o trabalho dos produtores rurais em todo o Estado.
A atividade leiteira é de extrema importância para a família Della Preia. Com 21 animais em lactação, produzindo 18 litros de leite por vaca/dia, a família consegue uma média de 11 mil litros mensal. A propriedade da família faz parte de um estudo da Embrapa e Emater/RS-Ascar e tornou-se unidade de referência técnica de forrageiras de inverno. Os resultados obtidos com o processo, implementado em maio deste ano, foram apresentados aos participantes.
O assistente técnico regional de sistemas de produção animal da Emater/RS-Ascar, Valdir Sangaletti, e o técnico em agropecuária, Valmir Michels, apresentaram os resultados de cada espécie de forrageira introduzida na propriedade. A partir desses indicadores é possível organizar o planejamento forrageiro da propriedade, para obter alta produção e baixo custo, garantindo pasto o ano todo.
O engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Daniel Morin, apresentou aos produtores uma nova espécie de forrageira, o capim Kurumi. Mudas da espécie foram distribuídas aos produtores interessados em implantar nas suas propriedades.
Ainda sobre a atividade leiteira, a médica veterinária da Cooper A1, Jaqueline Alves, trabalhou sobre qualidade do leite, com ênfase na Instrução Normativa 62. Os fatores que interferem na qualidade do leite, bem como as exigências previstas na legislação, foram citados pela veterinária.
Autoridades locais, como o secretário da Agricultura de Erval Seco, Antonio Carlos Figueiredo, a presidente da Câmara de Vereadores, Rosane Figueiredo, o gerente do escritório regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, Francisco Frizzo, e demais autoridades e representantes das entidades apoiadoras do evento participaram da Tarde de Campo.