Economia no controle alternativo da broca do coqueiro

Uenf investe no desenvolvimento de semioquímicos para combater a broca nos coqueirais

Nivea Schunk
Sanidade Vegetal

Encontrar formas para controlar dois tipos de broca que atacam o coqueiro é o objetivo da pesquisa conduzida pela professora Ana Maria Viana Bailez, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf). Além de causar muitas perdas nas plantações, a praga dificulta as ações de controle à medida que se instala no interior das plantas. A alternativa tem sido a utilização de semioquímicos para a criação de armadilhas.

A broca do pedúnculo floral se alimenta da base da haste e mata o cacho inteiro, abortando os frutos ainda novos. Já a broca que perfura a ráquis foliar seca as folhas, retirando a vitalidade da planta. O combate por meio de feromônios, em substituição aos inseticidas, evita riscos à saúde e traz benefícios econômicos.

A metodologia foi gerada a partir da demanda dos produtores do norte fluminense, com uma captura nos coqueirais, que deu origem a uma criação. Após a observação de desenvolvimento e comportamento tanto dos insetos quanto das plantas nos laboratórios de entomologia, tiveram início os testes de atratividade pelo odor.

— Com base nesses estudos, fazemos extratos químicos com os odores que apresentam melhores resultados e depois testamos as concentrações em aparelhos medidores de olfato, chamados olfatômetros. A intenção é sintetizar um produto fácil de manipular e ser impregnado em recipientes — explica ela.
 
Até o momento, não há previsão de resultados suficientes para aplicação em campo, porém já se sabe que os extratos das flores do coqueiro atraem o Homalinothus Coriaceus, que abre galerias no eixo entre a flor e o caule. Quanto ao Amerrhinus Ynca, a grande descoberta é que a comunicação entre os indivíduos é feita através de sons.