Com a intenção de avaliar o efeito da adubação fosfatada e potássica sobre a produção, e seus componentes do rendimento, na cultura do amendoim, a Embrapa Algodão realizou experimento em Mogeiro (PB). A adubação fosfatada proporcionou aumento no número de vagens por planta e massa de 100 sementes e reduziu a porcentagem de casca. O número de sementes por vagem e o teor de óleo não foram influenciados pela adubação.
A região tem grande número de pequenos agricultores e o nível de tecnologia usada é pequeno, ocasionando baixas produtividades. A adubação química não é comumente utilizada, e para reverter a situação, eles realizaram estudos para comprovar os benefícios da técnica. As maiores produtividades foram obtidas usando entre 40 e 80 quilos de fósforo por hectare, associada à dose de 40 quilos de potássio por hectare. Houve aumento dos componentes do rendimento e da produção de vagens.
O estudo foi implantado em condições de campo, entre os meses de abril e agosto de 2008 e consistiu de uma combinação fatorial de quatro doses de fósforo (0, 40, 80 e 120 quilos por hectare) e três doses de potássio (0, 40 e 80 quilos por hectare), dispostos em delineamento de blocos casualizados com quatro repetições. As unidades constaram de oito fileiras espaçadas de 0,5 metros entre si, com seis metros de comprimento, excluídas duas linhas de bordadura e 0,5 metros em cada extremidade, restando uma área útil de 15 metros quadrados.
O estande usado foi de oito plantas por metro linear e a adubação distribuída manualmente e enterrada ao lado da linha de plantio, por ocasião da semeadura, utilizando-se como fonte de nutrientes superfosfato simples e cloreto de potássio. Na época da colheita, foram coletadas dez plantas consecutivas da linha central da unidade experimental para determinar os componentes do rendimento. Classificaram-se o número de sementes por vagem, número de vagens por planta, porcentagem de casca, massa de 100 sementes, teor de óleo e produção de vagens por área.