A Universidade Estadual Aquidauana (MS) avaliou a influência do manejo da irrigação e da adubação nitrogenada de cobertura sobre a cultura do feijoeiro de inverno.
Pelo estudo, não houve interação significativa entre as lâminas de irrigação e a doses de nitrogênio para produtividade de grãos, número de grãos por vagem e eficiência no uso da água. A reserva de água no solo em relação à produtividade (g planta-1), número de grãos por vagem e a eficiência no uso da água não indicou também diferença relevante.
Os resultados encontrados em relação a doses de nitrogênio e os componentes de produtividade, somente o número de grãos por vagem diferiu estatisticamente, com o valor máximo de 4,74 grãos por vagem, sendo encontrado aplicando a dose de 100 quilos de nitrogênio por hectare.
A maior produção de grãos foi encontrada com a associação entre 50% da reserva de água no solo e a dose de nitrogênio 100 quilos por hectare 22,42 g planta-1). Dessa forma, explica-se a maior produção na cultura para o tratamento 50%, onde, tendo o solo disponibilizado água sem restrição ao demandado pela planta, a possível ocorrência de interrupção no fluxo normal de absorção de solutos do solo foi menor que nos demais tratamentos.
O número de grãos por vagem em relação à reserva de água no solo de 50% e às doses de nitrogênio mostrou ainda tendência linear. Verificou-se que a eficiência no uso da água com a reserva de água no solo e as doses de nitrogênio cresceu até a aplicação de 100 quilos de nitrogênio por hectare. A melhor eficiência no uso da água foi alcançada com reserva de água de 50% e dose de 100 quilos de nitrogênio por hectare (5,71 kg mm-1).