Efeito da irrigação e de doses de nitrogênio na produtividade do feijoeiro

A Universidade Estadual de Aquidauana (MS) avaliou a influência do manejo da irrigação e da adubação nitrogenada de cobertura sobre a cultura do feijoeiro de inverno

Redação
Irrigação

A Universidade Estadual Aquidauana (MS) avaliou a influência do manejo da irrigação e da adubação nitrogenada de cobertura sobre a cultura do feijoeiro de inverno.

O experimento foi conduzido na Área Experimental de Agricultura da Unidade Universitária de Aquidauana. O clima da região é o tropical-quente, sub-úmido. O solo da área foi classificado como Argissolo Vermelho-Amarelo Distrófico fisicamente profundo, moderadamente drenado e com textura Arenosa.
As parcelas foram constituídas pelo manejo de água, baseados na leitura diária do tanque Classe “A”, com lâminas de irrigação de 16,5; 27,6 e 30,5 milímetros, as quais correspondiam a 50%, 30% e 27% de reserva de água no solo, com o cálculo da evapotranspiração da cultura. As subparcelas, apresentadas em duas replicações, foram constituídas pelas doses de adubação nitrogenada (0, 50, 100 e 150 quilos de nitrogênio por hectare) cuja fonte foi à ureia.
A semeadura ocorreu no dia 1º de julho de 2005 e a adubação de semeadura foi realizada a partir da análise química do solo. A irrigação empregada foi à aspersão convencional, onde as subparcelas coincidiam com a sobreposição dos jatos de água aplicados por aspersores, cujas áreas úteis das unidades experimentais compreendiam cinco linhas de plantas com 5 m de comprimento, correspondendo a 11,25 metros quadrados.
O estande final médio de plantas foi de 12,95 plantas metros quadrados. A lâmina de irrigação total foi de 447,4; 448,6 e 452,9 milímetros para 50%, 30% e 27% da reserva de água no solo.

Pelo estudo, não houve interação significativa entre as lâminas de irrigação e a doses de nitrogênio para produtividade de grãos, número de grãos por vagem e eficiência no uso da água. A reserva de água no solo em relação à produtividade (g planta-1), número de grãos por vagem e a eficiência no uso da água não indicou também diferença relevante.

Os resultados encontrados em relação a doses de nitrogênio e os componentes de produtividade, somente o número de grãos por vagem diferiu estatisticamente, com o valor máximo de 4,74 grãos por vagem, sendo encontrado aplicando a dose de 100 quilos de nitrogênio por hectare.

A maior produção de grãos foi encontrada com a associação entre 50% da reserva de água no solo e a dose de nitrogênio 100 quilos por hectare 22,42 g planta-1). Dessa forma, explica-se a maior produção na cultura para o tratamento 50%, onde, tendo o solo disponibilizado água sem restrição ao demandado pela planta, a possível ocorrência de interrupção no fluxo normal de absorção de solutos do solo foi menor que nos demais tratamentos.

O número de grãos por vagem em relação à reserva de água no solo de 50% e às doses de nitrogênio mostrou ainda tendência linear. Verificou-se que a eficiência no uso da água com a reserva de água no solo e as doses de nitrogênio cresceu até a aplicação de 100 quilos de nitrogênio por hectare. A melhor eficiência no uso da água foi alcançada com reserva de água de 50% e dose de 100 quilos de nitrogênio por hectare (5,71 kg mm-1).