Efeito da irrigação sobre a taxa de lotação em pastagens de capim-tanzânia utilizadas para produção de leite

Irrigação prolongou o período de utilização das pastagens de capim-tanzânia de 30 a 60 dias

Rosália Silva
Irrigação

O período de utilização das pastagens foi prolongado de 30 a 60 dias a partir da irrigação. Para o criador de gado leiteiro na região de São Carlos (SP), isso possibilitará o uso do pasto de capim-tanzânia como principal fonte de alimento volumoso para o rebanho a partir de setembro-outubro.

Essa alternativa pode ajudar a reduzir o custo de produção e tornar a atividade leiteira mais competitiva, uma vez que em áreas de sequeiro na região Sudeste, a produção de forragem no período seco representa cerca de 20% do total anual.

A informação foi publicada pela Embrapa Pecuária Oeste em 2007, com o objetivo de verificar o efeito da irrigação sobre a taxa de lotação em pastagens de capim-tanzânia utilizadas para produção de leite. E indicam que, a partir de setembro/outubro, quando a temperatura começa a se elevar, o pasto pode ser utilizado como principal fonte de alimento volumoso para rebanhos leiteiros com o uso da irrigação.

Em seis hectares de capim-tanzânia implantado no ano de 1993, em latossolo vermelho amarelo de textura média, subdivididos em 56 piquetes de mil metros quadrados. Metade deles era irrigada por aspersão convencional, utilizando-se um sistema composto por dois conjuntos de seis aspersores com vazão de 8 a 10 milímetros por hora e uma bomba elétrica de 25 HP de potência. Os estudos foram entre dezembro de 2003 e janeiro de 2005.

Os piquetes foram pastejados por vacas em lactação da raça holandesa preta e branca, dentro de um ciclo de 28 dias, sendo de ocupação e 27 dias de descanso.

Para a análise, no período de outubro a abril, tanto a área irrigada quanto a não irrigada receberam 133 quilogramas por hectare de uréia a cada ciclo de pastejo (60 quilogramas por hectare de nitrogênio). Já no período de maio a setembro, apenas a área irrigada foi adubada com 66 quilogramas por hectare de uréia (30 quilogramas por hectare de nitrogênio) a cada ciclo de pastejo. Para verificar esta pesquisa, acesse o arquivo em anexo.