Efeito do nitrato e amônio em arroz de terras altas

Estudo da Embrapa Arroz e Feijão e da Universidade Católica de Goiás conclui que plantas de arroz respondem mais eficientemente a aplicação do nitrogênio amoniacal

Redação
Adubação

Um estudo da Embrapa Arroz e Feijão e da Universidade Católica de Goiás concluiu que as plantas de arroz respondem mais eficientemente à aplicação do nitrogênio amoniacal. Avaliou-se o arroz de terras altas, cultivar primavera, em solos originariamente sob monocultura de arroz, soja e pastagem, em vasos plásticos, sob condições de casa de vegetação.

As plantas cultivadas nos três solos foram submetidas a quatro tratamentos: 1) sem N; 2) com N-NO3-; 3) com N-NH4+; e 4) Com N-NO3- e N-NH4+. Verificou-se que o N-NH4+, comparativamente ao N-NO3-, aumentou mais intensamente o desenvolvimento das plantas de arroz de terras altas cultivadas no solo sob monocultura de arroz e no sob pastagem.

Entretanto, o efeito do N-NO3- foi semelhante ao observado pelo N-NH4+ nas plantas de arroz cultivadas no solo sob soja, certamente, conforme o estudo, por apresentar maior estoque de nitrog~enio orgânico facilmente mineralizável à N-NH4+.

Segundo a literatura especializada, o N-NH4+, além de ser menos sujeito às perdas de nitrogênio por lixiviação ou desnitrificação, melhora o desempenho das plantas. Por outro lado, a planta de arroz, apesar de absorver indistintamente tanto o N-NO3- quanto o N-NH4+ pode apresentar, nas duas ou três primeiras semanas de vida, quando cultivado em ambiente de baixa concentração de N-NH4+, sintomas de deficiência de nitrogênio (Malavolta, 1980), por apresentar baixa atividade da nitrato redutase, enzima que catalisa a redução do N-NO3- e N-NH4+ e viabiliza o aproveitamento do N pela planta.

Os sintomas, contudo, podem desaparecer com o desenvolvimento da planta, caracterizando o aumento da atividade da nitrato redutase.