O efeito do gesso melhora o ambiente para o desenvolvimento radicular em profundidade, facilitando a absorção de água e nutrientes em um maior volume de solo do perfil. Sobre essa questão, a Fundação MS vem realizando trabalhos de pesquisa que visam avaliar a eficiência do gesso agrícola no fornecimento de enxofre e na correção do subsolo.
Pesquisadores da instituição indicam ao produtor a utilização do gesso em torno de 300 a 500 quilos/hectare/ano para a sucessão soja-milho safrinha. Porém, para a correção do subsolo e crescimento radicular em profundidade, os melhores resultados são alcançados com doses maiores deste insumo para cada tipo de solo.
No passado, vários relatos a respeito da utilização do gesso agrícola apontavam possíveis problemas de lixiviação, onde nutrientes como o potássio, que era detectado abaixo das camadas de 0-20 centímetros acabava sendo perdido ou lixiviado. O que antes era considerado como perdido, hoje não é mais. De acordo com os dados das pesquisas da Fundação MS, atualmente, as culturas anuais se beneficiam da água e dos nutrientes contidos em camadas mais profundas e cujas raízes chegam a profundidades de 60 a 80 centímetros para a soja e 80 a 120 centímetros para o milho.
Durante os experimentos, foi observado que na parcela com gesso agrícola as folhas do milho permaneceram mais expostas à radiação solar, o que representa mais fotossíntese, maior produção de fotoassimilados, maior crescimento e desenvolvimento e, consequentemente, maior produtividade.