A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia elaborou um trabalho com o objetivo desenvolver um protocolo de bioensaio seletivo e de dose para a seleção de estirpes de B. thuringiensis,que tenham potencial para o controle do pulgão do algodoeiro (Aphis gossypii).
Para o controle desta praga, geralmente utilizam-se defensivos químicos. Porém, conforme a literatura especializada, casos de resistência de A. gossypii a inseticidas têm sido relatados em produtos dos grupos carbamatos, organosfosforados e piretóides, em países como Estados Unidos, Austrália, China e Japão.
Devido a isso, torna-se relevante a busca de novas alternativas de controle, como o uso do controle biológico. Adicionalmente, há na literatura científica trabalhos que demonstram que a bactéria Bacillus thuringiensis é capaz de circular endofiticamente dentro da planta. Por tanto, esta bactéria pode ser tornar um agente de controle biológico potencial para insetos sugadores de seiva, como o pulgão do algodoeiro.
Sabe-se que a bactéria Bacillus thuringiensis sintetiza inclusões protéicas cristalinas quando em esporulação, que confere a sua característica entomopatogênica. Estas inclusões são formadas por δ-endotoxinas, também denominadas proteínas Cry, que apresentam ação extremamente tóxica a diversas ordens de insetos.
Face essas questões, a Embrapa Recursos Genéticos estabeleceu e validou uma metodologia de bioensaio seletivo e de dose de B. thuringiensis contra A. gossypii, alcançando resultados satisfatórios.
O bioensaio seletivo consistiu na utilização de bactéria crescida e de doses na utilização de proteína Cry purificada em diferentes diluições. Dentre as avaliações, uma estirpe de B. thuringiensis,marcada com gfp (“green fluorescence protein”), permitiu a visualização da bactéria em um macerado do inseto alimentado da planta tratada com essa bactéria, através de microscopia ótica de fluorescência, confirmando exposição do A. gossypii a bactéria.
A metodologia proposta se mostrou eficiente, podendo esta ser utilizada em laboratório para selecionar estirpes com potencial tóxico contra o pulgão do algodoeiro. Para saber mais, leia o documento na íntegra.