Emater busca patente de licor de jambu

Idéia é resguardar o padrão científico desenvolvido e valorizar o trabalho da Emater, bem como a própria cultura paraense, que tem no jambu um dos grandes expoentes gastronômicos

Emater-PA
Agricultura Familiar

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) acaba de solicitar ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) a patente do “licor de jambu”, criado há um ano na Unidade Didático-Agroecológica do Nordeste Paraense (UDB), em Bragança, no nordeste do estado. Se confirmado o caráter inovador e autoral do produto, o processo completo de registro, iniciado em fevereiro, deve durar pelo menos três anos.

“A idéia dessa patente não é blindar a tecnologia ou alimentar vaidades, mas resguardar o padrão científico desenvolvido e valorizar o trabalho da Emater, bem como a própria cultura paraense, da qual o jambu é um dos grandes expoentes gastronômicos”, diz a tecnóloga em alimentos da Emater Brenda Zamorim, uma das responsáveis pelo Projeto de concepção e certificação.

Tão aperitivo quanto a já famosa cachaça de jambu, o licor é elaborado artesanalmente, a partir da infusão da hortaliça, de preferência orgânica, em cachaça comum, com adição de açúcar refinado e água potável.

O preparo ideal apresenta teor alcoólico de cerca de 18%, com preservação das propriedades e efeitos degustativos, como a dormência e a tremulação imediatas dos lábios de quem experimenta, e garantia de sabor palatável, por conta da doçura.

De acordo com a assessora jurídica da Emater Bruna Aquino, a possibilidade de patente não impedirá os agricultores familiares de reproduzir a tecnologia e de comercializar o produto: “A intenção é constituir uma política institucional específica, que talvez isente esse público beneficiário, o agricultor familiar do Pará, do pagamento de quaisquer taxas em relação à marca protegida”, explica.