Emater desenvolve projeto pioneiro com citricultura na Ilha de Marajó

Iolanda Lopes, Emater-PA
Manejo

Um projeto do escritório regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em Breves, no Marajó, desenvolve um projeto pioneiro no município. Uma Unidade Demonstrativa (UD) de citricultura. No espaçamento de 8mx6m foram semeadas cinquenta plantas de limão taiti e tangerina. As mudas certificadas pelo Ministério da Agricultura (MAPA) foram produzidas pela Emater em Capitão Poço, nordeste paraense.

O projeto que se desenvolve no espaço doado pela Associação dos Produtores Tancredo Neves, servirá como unidade de demonstração de atividades produtivas para os agricultores familiares da região e quer oportunizar aos produtores locais a diversificação da produção, informações sobre produto e produtividade e socializar tecnologias, principalmente aos que vivem apenas do extrativismo. Segundo dados da Emater, em Breves, 95% do limão taiti que é consumido é importado de outros municípios, principalmente de Belém, quanto a tangerina o número chega a 100%.

A UD vai beneficiar diretamente 100 famílias em Breves além das famílias agricultoras de outros 10 municípios da região atendidos pela Emater sob a supervisão do escritório regional de Breves. “O solo aqui apresenta características de acidez, por isso, com relação à produtividade das fruteiras devemos conhecer apenas quando tivermos a primeira colheita que acontece em três anos”, diz o técnico da Emater, Jorge Luís Fausto.

Para o aproveitamento do espaço já a partir deste mês de fevereiro começam a ser semeados nas entrelinhas da citricultura, mandioca e a partir de julho o feijão caupi. A primeira colheita para estas duas culturas acontecem respectivamente com 12 meses e três meses a partir do plantio.

O projeto contempla ainda o desenvolvimento de outras atividades como: estação de alevinos, por meio de convenio com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), plantio de mandioca resistente a pragas e doenças manejo de açaí e várzea e a implantação de um viveiro de mudas de fruticultura e essências florestais. “ Como primeiro desdobramento desse processo estaremos realizando um Dia de Campo para demonstrarmos os resultados com a citricultura”, observa o supervisor regional da Emater no Marajó, Alcir Borges.