Emater/RS-Ascar apresenta produção com adequação legal na Expointer

Os múltiplos usos da floresta e a adequação ambiental e legal da propriedade rural são temas que estão sendo tratados pela Emater/RS-Ascar, no espaço Caminhos da Integração, quadra 37, na Expointer 2010

Carine Massierer
Artigos
Os múltiplousos da floresta e a adequação ambiental e legal da propriedade rural são temas que estão sendo tratados pela Emater/RS-Ascar, no espaço Caminhos da Integração, quadra 37, na Expointer 2010. s
 
O local consiste em uma unidade com 1000m² onde são apresentados consórcios que formam um sistema agroflorestal, como acácia negra e palmeira real, erva-mate sombreada com espécies nativas, que resulta na produção de uma erva-mate mais suave, além de abelhas sem ferrão com florestas. Também serão apresentados sistemas agrosilvipastoris, como os consórcios de eucalipto com bovinos de leite e pinus com pecuária de corte.
 
Esses sistemas possibilitam a manutenção da atividade tradicional da pecuária, agregando a floresta como outra fonte de renda e possibilitando a adequação ambiental e legal da propriedade. “A inserção da floresta, que é uma cultura permanente, contribui para a conservação do solo e proporciona o bem-estar animal”, destaca a engenheira florestal da Emater/RS-Ascar, Adelaide Ramos. Além disso, contribui para a formação da reserva legal, podendo ser usada em áreas de encostas elevadas, onde é proibido o uso de culturais anuais de uso intensivo.
 
Uma serraria móvel mostra aos agricultores uma forma de beneficiar a madeira, agregando valor à produção florestal na pequena propriedade. Adelaide explica que em vez de o produtor vender a madeira em pé, pode comercializar a madeira serrada, dobrando o valor do produto. Segundo ela, o desdobro da tora feito em madeireiras custa ao produtor 50% do produto. As serrarias móveis são indicadas para grupos de produtores para ter um melhor aproveitamento, têm custo acessível e podem ser financiadas pelas linhas de crédito da agricultura familiar. 
 
Com relação à gestão ambiental, há ainda um espaço sobre a preservação de mata ciliar, a proteção de encostas e banhados, e outro que explicará o tratamento do eucalipto e da acácia, seja para aproveitamento na propriedade ou para comercialização. O tratamento de moirões estende a vida útil da madeira destinada para palanques e cercas de 5 para 20 anos, com o uso de uma solução de sais no processo de substituição da seiva. “Procuramos reproduzir atividades que são perfeitamente replicáveis dentro da propriedade rural”, diz o assistente técnico estadual de florestas da Emater/RS-Ascar, Dirceu Luiz Slongo.
 
No Caminhos da Integração também há degustação de produtos trazidos por assistidos da Emater/RS-Ascar, como palmito e mel. Slongo enfatiza a importância de mostrar ao produtor que ele deve produzir de forma sustentável, preservando a natureza. “Estamos disponibilizando demonstrações práticas, informações e toda a tecnologia de manejo e de mercado. Também estamos distribuindo materiais informativos, além de todas as demonstrações no próprio local”, conclui o assistente técnico.