“O agricultor não pode deixar para pensar em irrigação somente quando há falta de água”, afirma o engenheiro agrônomo e responsável pela temática no espaço da Emater/RS-Ascar na 36ª Expointer, Flávio Helder. No local, os visitantes podem conferir, até o próximo domingo (1º/09), a demonstração de sistemas de irrigação por gotejamento e aspersão, além de receber orientações dos técnicos da Instituição.
Parece contraditório falar em irrigação em um período em que é registrado excesso de chuvas no Rio Grande do Sul, entretanto, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar destaca que os produtores devem preparar-se para enfrentar épocas de estiagem, comuns no Estado. “A construção do açude e a instalação do sistema de irrigação exigem tempo. Quando o produtor se dá conta do problema, não há mais tempo hábil para tomar as medidas necessárias. Irrigação é planejamento”, frisa Helder.
A espaço da Emater/RS-Ascar destinado à irrigação tem por objetivo mostrar aos agricultores a viabilidade de diferentes sistemas para pequenas propriedades, levando-se em conta o tipo de produção. “Para o cultivo de folhosas, como a alface, recomenda-se o sistema por aspersão. Já para o tomate, por exemplo, indicamos a irrigação por gotejamento, que diminui a ocorrência de doenças fúngicas”, explica o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar.
Os custos para instalação de sistemas de irrigação oscilam de R$ 2,5 mil a R$ 3 mil por hectare. “Mas este valor pode variar bastante, pois depende de inúmeros fatores, como a espessura da tubulação que será utilizada, a necessidade de motores mais potentes para puxar água do açude, entre outros”, destaca Helder.
Os produtores interessados em implementar sistemas de irrigação em sua propriedade e informar-se sobre os programas governamentais ligados ao tema devem procurar os escritórios da Emater/RS-Ascar.