Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária iniciou, nesta semana, a capacitação de técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) que trabalham com a cadeia produtiva do leite em Mato Grosso. Entre terça e quarta-feira, 14 técnicos participaram de um módulo introdutório, realizado no Sindicato Rural de Sinop.
Neste encontro foram abordados os mesmos temas trabalhados nos dois módulos iniciais da capacitação continuada de técnicos da Empaer, de prefeituras e de cooperativas do estado, que a Embrapa Agrossilvipastoril já vem realizando em Mato Grosso. Com isto, espera-se juntar os dois grupos em um mesmo processo de treinamento e aprendizado.
Durante os dois dias de curso, os técnicos do Senar assistiram a apresentações de pesquisadores da Embrapa sobre planejamento e orçamento de forrageira, estabelecimento de plantas forrageiras, manejo de pastagens, adubação e calagem, integração lavoura, pecuária e floresta como opção para a pecuária leiteira e utilização de cana para suplementação na seca. Houve ainda atividades práticas com diagnóstico e estudo de caso de propriedade leiteira e uma avaliação inicial de conhecimentos.
“O curso tem sido muito interessante, porque está focando nos principais problemas atuais da pecuária leiteira em Mato Grosso. Com estas capacitações, vai haver um vislumbre maior de técnicos para trabalhar nesta área visando recuperação de pastagens, formação de novas culturas e de novas cultivares para alimentação de bovinos. Sempre buscando a melhoria da produtividade e da qualidade da pecuária leiteira”, avaliou o médico veterinário Marcelo Brasileiro.
De acordo com o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agrossilvipastoril, Lineu Domit, este processo de capacitação continuada irá qualificar a assistência técnica em Mato Grosso, gerando melhores condições, sobretudo, para os mais de 140 mil pequenos produtores do estado.
“Queremos que este técnico seja capaz de oferecer um pacote de soluções para os problemas dos produtores de sua região. O objetivo é que ele tenha capacidade e segurança para chegar a uma propriedade, fazer o diagnóstico e elaborar um projeto para gerar resultados para o produtor”, afirma Domit.
O médico veterinário Eduardo Florence confirma esta expectativa. Segundo ele, a aproximação da pesquisa e da assistência técnica permitirá maior instrumentação e melhores condições de atender aos produtores.
“A grande deficiência no campo hoje é a assistência técnica. Com a pesquisa chegando lá na ponta por meio da assistência técnica, todo mundo ganha. Tanto o produtor quanto nós técnicos. É um trabalho bom para todos”, disse.
O próximo módulo da Capacitação Continuada da Cadeia Produtiva do Leite será em agosto, em Campo Verde (MT), já com a participação dos técnicos do Senar no grupo.