Embrapa conduz estudos sobre solos frágeis

Objetivo do grupo é estudar solos com elevada tendência à degradação a fim de promover o correto manejo dessa terra

Carlos Dias, Embrapa Solos
Manejo

A Rede Solos Frágeis, coordenada pela Embrapa Solos (Rio de Janeiro-RJ), começou seu trabalho em junho de 2011. O objetivo do grupo é estudar solos com elevada tendência à degradação a fim de promover o correto manejo dessa terra, garantindo produção agrícola lucrativa com sustentabilidade.
Com duração de três anos, o trabalho escolheu quatro áreas representativas ao redor do País (Botucatu-SP, Luís Eduardo Magalhães-BA, Mineiros-GO e Petrolina-PE) para promover a comparação dos sistemas de manejo, avaliar o uso histórico, checar o fluxo nutricional e fazer o mapeamento digital dessas terras.
"Problemas que afetam os solos frágeis geralmente são compactação, fertilização excessiva, salinização ou contaminação do lençol freático. No Brasil, temos 200 milhões de hectares desse solos, só no Cerrado chegam a 66 milhões de hectares", diz o pesquisador da Embrapa Solos Luís Carlos Hernani.
A Rede Solos Frágeis é coordenada pelo Chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Solos Daniel Vidal Perez e agrega mais de 80 pesquisadores de centros de pesquisa da Embrapa, universidades e instituições de pesquisa.
A segunda reunião do grupo gestor da Rede aconteceu na Embrapa Solos, nos dias dois e três de julho.