Os herbicidas são geralmente utilizados na agricultura. O mesmo não pode ser dito para o controle de plantas daninhas nas pastagens. Isso ocorre, dentre outros fatores, pela dificuldade na obtenção de herbicidas seletivos, principalmente se o ambiente trabalhado for o de pastagens naturais. Por exemplo, nesta última situação, as gramíneas convivem com as chamadas plantas de folha larga, onde se incluem tanto as espécies indesejáveis, quanto as de interesse, como as leguminosas forrageiras.
Uma molécula utilizada nessas condições é o 2,4D, que não possui efeito para a maioria das gramíneas, mas que, quando aplicada sobre a vegetação nativa, poderá levar também ao desaparecimento de várias leguminosas forrageiras. Dadas essas características, uma opção para o controle químico de plantas invasoras em pastagem, sobretudo naquelas de difícil controle pela prática da roçada, é a aplicação de herbicidas não seletivos, como glifosate, de forma localizada.
Nesse caso, a maneira mais conhecida é a aplicação manual dirigida, através de pulverização nas plantas invasoras. Entretanto, esse tipo de aplicação raramente é realizado com o devido cuidado, o que acaba causando a morte de plantas forrageiras que se encontram próximas à invasora. Com isso, abre-se espaço na pastagem para o estabelecimento de novas plantas daninhas, a partir das sementes armazenadas no solo.
Para contornar esse inconveniente, tem sido utilizada a amarração de tecidos na ponta do pulverizador manual, de forma a evitar a pulverização do herbicida e promover o embebimento do tecido, permitindo a deposição da calda contendo herbicida diretamente sobre a espécie indesejável, sem afetar as demais plantas.
Uma forma mais refinada desse mesmo princípio é a utilização de aplicadores de herbicida por contato, os quais são dados diferentes nomes como barraquímica, enxada-química, roçadeira-química, lambe-lambe, entre outros. Estes aplicadores, utilizados no Rio Grande do Sul desde a década de 1980 para controle de arroz-vermelho, utilizam canos onde a calda contendo herbicida fica armazenada e, pela ação da gravidade, a calda é drenada para uma corda de poliéster, que permanece embebida, possibilitando a aplicação por contato, sem a necessidade de pulverização.
A Embrapa Pecuária Sul, por meio de vários testes, recomenda um modelo de pulverizador manual que obedece aos moldes descritos acima. Trata-se de uma alternativa de fabricação caseira, confeccionada com tubulação de PVC e que não exige o uso de ferramentas sofisticadas.